06 agosto 2016

Um ano e 2 meses sem escrever aqui e, mesmo esse post não é o anúncio de um retorno, mas, tão somente uma vontade de compartilhar uma leitura linda que acabei de concluir. Comentei na newsletter que agora mantenho e me deu vontade de reproduzir o comentário aqui.






Aviso logo que esse livro é de uma tristeza sem fim, daqueles textos em que as lágrimas correm sem freio e você termina com o coração do tamanho de uma ervilha, mas, ao mesmo tempo, emocionada de ter lido uma coisa tão bonita, tão tocante, tão forte, tão viva. Literatura portuguesa, né, minha gente, naquele naipe de amor infinito como filmes franceses e argentinos. Acho, inclusive, que é uma excelente leitura pra quem trabalha na área de saúde, especialmente UTI, cuidados paliativos etc. 


A história traz Susana, grávida, que sofre um AVC e entra em coma. Tem um filho de menos de 2 anos e um marido que não aceita sua morte em vida. Eu diria que o livro é um diário de Francisco, de maio a outubro, mas também poderia dizer que é um soco no estômago, uma rasteira, um susto, uma angústia e uma lição sobre as variadas, possíveis e impossíveis, formas de amor.



Ah, o autor é esse moço 





que, além de escrever lidamente, tem a impáfia de ser uma graça...rs.

É isso. Qualquer dia eu volto.

Nayara.

23 junho 2015

É uma verdade universalmente conhecida que sempre amarei dinossauros...

Sim, eu fui ver Jurassic World

Eu, essa pessoa que disse que não veria porque achava um absurdo ficarem desgastando numa morte horrível uma franquia que começou com um dos filmes mais lindos de todos os tempos.

Sempre que faço a afirmação acima, as pessoas me olham torto, num quê de dúvida se: 

1. ouviram corretamente e eu classifiquei um filme sobre dinossauros como um dos mais bonitos da vida ou: 

2. se meu gosto cinematográfico é ruim assim mesmo.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que Jurassic Park não é sobre dinossauros.

Jurassic Park é sobre sonhos. Sobre ciência. Sobre humanidade. Sobre brincar de Deus. Sobre instinto, evolução, inteligência, adaptação.

Acima de tudo isso, Jurassic Park (Lost World e agora Jurassic World) é sobre a nossa completa falta de humildade em reconhecer que somos nada mais que uma partícula de poeira cósmica.

Como eu disse, hoje eu fui ver Jurassic Park. Ops, Jurassic World. Me perdoem a (forçada) confusão, mas, de fato, me peguei muitas vezes trocando os nomes. Afinal, a história é basicamente a mesma, só que com mais dentes (#piadainfamepraquemviuofilme). 

Queria, sinceramente, que encerrassem a franquia por aí, mas, ao mesmo tempo, também queria ouvir mais uma vez a trilha tocante de John Williams como pano de fundo para um sobrevôo por uma ilha paradisíaca povoada por criaturas de milhões de anos. Ver as referências ao primeiro filme, uma cena em especial, mas que não contarei porque seria spoiler, me emocionou sinceramente.

Impossível não se sentir melancólico diante da analogia bem clara entre os shows de parques temáticos reais e zoológicos e os animais-atrações de Jurassic World. Impossível não sentir raiva da forma como os "itens" são classificados como assassinos frios, calculistas e cruéis. Durante o questionamento sobre que tipo de DNA foi usado na criação do Indominus, eu juro pra vocês que achei que havia sido DNA humano. Só isso explicaria tamanha voracidade em matar. Acho que teria sido mais justo, coerente e verossímil justificar com nossa natureza violenta a ação do animal.

Enfim, se houver mais filmes, certamente voltarei a assistir. Jurassic Park me ganhou naquele inseto no âmbar. Por mais que eu saiba e os filmes reforcem a ideia de que um parque temático daquela natureza seria uma ideia completamente imbecil, todas as vezes que o filme termina e o parque se fecha, minha criança interior, aquela que sempre sonhou e ainda sonha em ser paleontóloga, sai do cinema pensando no quão emocionante seria tocar um brontossauro ou ver um ovo chocar.

E, bem lá no fundo, guarda a tristeza (insana e incoerente com o que acabei de dizer, eu sei!) de que um parque desses nunca vá existir.

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P.S: Ok. Já sei de tudo. Incluir Cris Pratt numa franquia com alto potecial de derreter meu coração, mas sem personagens fixos, foi uma artimanha maliciosa, diria mais, uma conspiração pra fazer meu coração aceitar esse moço como o novo como Indiana Jones. Eu sei. Podem chamar de construção delirante, mas...eles vêem tudo.

25 maio 2015

Dia do orgulho nerd!

Todo dia é dia de alguma coisa ou alguém. 

Dia da mãe, do pai, do padrinho, da família, da árvore, da terra, do fogo e do ar. 

Hoje é o dia daqueles que, não raramente, são rotulados como estranhos, esquisitos, diferentes, antissociais. Aqueles que contam piadas que ninguém entende, que riem de detalhes que ninguém vê, que decoram falas, passagens, textos e encontram diversão nos lugares mais improváveis, especialmente, em sua própria imaginação.



Uma pena que muita gente não veja que esses estranhos não cabem no estreito e, muitas vezes, são criaturas das mais interessantes, inteligentes e divertidas. Pessoas criativas e espirituosas, para quem o Universo está sempre em expansão. Pessoas que conseguem habitar diversos mundos, viver diversas vidas e navegar em mares atraentes porque, quase sempre, incógnitos.
Importa menos o que digam e mais quem você é. As pessoas insistem em colocar as outras em caixinhas como se assim pudessem transportá-las e empilhá-las. 

Não somos pacotes e não nos ajustamos à estantes. 

Sejamos rebeldes, pacíficos e com causas, cada um com a sua. 

Sejamos nós. 

Frase clichê, eu sei. Mas, essencial. Parece fácil, mas, possivelmente, uma das tarefas mais difíceis e que demanda exercício eterno.

Mas, não desistamos. Peguemos nossas toalhas, nossos sabres de luz e sigamos em frente.




E que a Força esteja conosco.

20 abril 2015

The Messengers #1.01Awakening

Olá pessoas!

Faz tempo que eu não venho aqui postar nada, nem mesmo uma imagem pra dizer que este blog ainda vive. Mas, apesar disso, ele vive. Como vocês sabem, tenho um link emocional com este espaço e ainda não tenho uma vontade real de me desfazer dele. Penso numa outra forma de utilização, já que hoje me divirto muito mais fazendo as resenhas de livros em vídeo. Uma das possibilidades é continuar falando de uma outra coisa que também gosto muito, além da literatura: séries de TV.



E eis que hoje eu vim falar de The Messengers, a nova série da CW, que estreou em 17 de abril de 2015, dirigida por Stephen Williams (LOST, Agent Carter, How to get away with murder) e roteirizada por por Eoghan O'Donell (Teen Wolf).


Havia muita propaganda, mas não parei pra olhar sobre o que se tratava, de fato; apesar disso,  série nova me faz, praticamente salivar. Então, eu tive que ver.


Fiz questão de não ler nenhuma sinopse antes de assistir, exatamente pra ver o que o piloto me informaria, além do próprio título.

Preciso dizer, antes de mais nada, que não entendi exatamente o plot e pausei o piloto 5 vezes para dar uma olhada nas atualizações do twitter. Haters dirão que eu fiz isso por causa da minha atenção, já costumeiramente fluida e fragmentada, potencializada pelo moderno fluxo de informações, mas eu não posso deixar de achar que "parar 5 vezes um episódio de 42 minutos" diz muito sobre a atratividade (ou a falta dela) da série.  Com Outlander, por exemplo, quando o piloto acabou eu fiquei chocada porque parecia que havia acabado de começar.

Vi muitas caras novas, pelo menos pra mim, reencontrei JD Pardo, da finada Revolution (que parece estar voltando na forma de Comic book digital pra dar um fechamento que a série não teve e merecia) e um carinha de Prison Break, cujo nome não lembro, mas cuja atuação não merece que eu vá ao google procurar. Ele está tão ruim aqui quanto era lá.

A série tem uma primeira cena chocante onde uma profissional de saúde sai do plantão com uma amiga e ambas comentam sobre o anel de noivado da primeira. Ela tem um mal estar, que define como mau pesságio e quase desmaia, para, logo depois, levar vários tiros. Pobre Rose

Corta.

Há uma passagem de tempo de 7 anos e começamos a ver uma sucessão de mini histórias: uma cientista, um agente de polícia, uma mãe solteira fugindo do ex-marido, um adolescente vítima de bullying, um pregador. Cada uma dessas pessoas tem sua vida e rede de relações brevemente mostradas e todas são atingidas por uma espécie de onda magnética gerada pela queda de um meteoro. Onde: Novo México! Onde mais?

Nessa hora eu já estava imaginando quantas séries caberiam em The Messengers e pensei em, pelo menos: Superman, Kylie X, Roswell, Arquivo XPoderia dizer que teria uma vibe meio LOST, não sei precisar bem porque, somada à breguice de Heroes? Talvez.

Ah, quase esqueci de dizer: essas pessoas morrem. E logo em seguida estão vivas novamente.

Ah 2: Tem o clichê dos militares tomando conta do lugar e encobrindo tudo? Claro

Enfim. Descobrimos quem são os Mensageiros, mas não exatamente para que eles servem nem porque foram os escolhidos (#Neofeelings). Sabe a tal cratera do meteorito? De dentro dela sai um homem nu (Superman...eu disse) que, ao que tudo indica, pode ser o diabo em pessoa. 

Ele não é nada apavorante, eu diria, mas vem determinado a dar cabo de Rose, a moça baleada na abertura e que está no hospital, em coma, há 7 anos. Para isso ele planeja usar as pessoas afetadas pela onda magnética.


Muita informação fragmentada, né? Também achei. Sei que "a compreensão efetiva só se dá a posteriori", mas a CW poderia ter dado umas dicas mais instigantes! 

Finalmente fui ler alguma sinopse que me desse um norte e justificasse ver, na próxima sexta o episódio 2. Diz ela que a série vai tratar do Apocalipse, da chegada dos Quatro Cavaleiros e, mais especificamente, da luta entre os anjos e o demônio, os primeiros querendo evitar que o segundo consiga promover o arrebatamento das almas.

Já vimos isso no brilhante episódio All Souls de Arquivo X e me fascina a ideia de que criaturas do bem e do mal caminhem entre nós, quase duelando silenciosamente por nossas almas imortais. 

Eu adoro essa história. Mesmo. E, apesar de achar que nenhuma série vai mostrar os cavaleiros do Apocalipse melhor do que Supernatural, tenho fé de que The Messengers ainda vai me fazer chegar aqui e dizer: valeu à pena ter continuado a ver!

É por essa fé e pelo uso bem sucedido da minha técnica, altamente embasada na ciência, de assistir, pelo menos, 3 episódios pra definir se vou continuar ou desistir que seguirei adiante e trarei notícias sobre The Messengers, que, nesse momento, não sei nem classificar como boa ou ruim.

Pontos positivos:

1. Amei a trama convergir para os lados do Texas (nem todo mundo mora lá, mas todos vão pra lá); tenho um amor infundado, sem noção e enorme por essa região;

2. A fotografia é bem bonita;

3. Os efeitos especiais são bem feitos.

Pontos negativos:

1. Um piloto que não fisga o espectador. Acho que esse é o ponto mais preocupante. Muita gente vai desistir logo aí. É como propaganda: se não não fisga a pessoa nos primeiros segundos....bye;

2. Não vi nenhum personagem de destaque ou com força pra carregar a série. É cedo, vcs podem dizer. Ok, mas não vi força em ninguém. Correção: vi sim. Na Amy. A garotinha tem as melhores cenas do piloto;

3. As atuações eu chamaria de medianas ou insossas, nenhum estrela ascendente;

4. Diálogos igualmente sem sal.


24 janeiro 2015

O corpo (Stephen King)

Sabe o filme Conta Comigo (1986), aquele em que 4 garotos do Oregon partem numa jornada pra encontrar um corpo e contam uma das histórias mais bonitas do cinema? Pois é, o filme é baseado num conto do Stephen King: The body.

No vídeo de hoje eu conto como foi meu primeiro encontro com o mestre King, um dos meus "autores temidos" e que "todo mundo leu, menos eu":


16 janeiro 2015

#sexta musical

Uma música que nunca canso de ouvir e que me fez virar fã da banda desde o primeiro momento.

Eu posso dizer que há músicas que amo e músicas que apenas gosto, mas não há música do Maroon 5 que eu não goste. Sempre que ouço a banda me sinto leve, feliz, como se estivesse passeando em um dia ensolarado, sentindo a brisa nos cabelos.

Por isso, inaugurando a #sextamusical, aí vai: