31 agosto 2009

Olá pessoas,


eu disse a mim mesma que não comentaria o episódio da professora.dançarina aqui no blog, até porque acho que isto tudo foi uma grande armação, um produto de nossa sociedade “espetaculosa”...uma forma de promover a temível banda de pagode e fazer a criatura ser alçada ao posto de celebridade isntantânea, aspirante à aparecer peladona em revistas masculinas, ser entrevistada (oi?) em programas sensacionalistas etc...
Mas o que me fez mudar de idéia? Bem...ter visto a tal criatura em um programa de TV e, quando perguntada sobre a vulgaridade da dança, ter dito que isto, na Bahia, é normal e sensual...ahhhhhhhh foi demais pra mim.

Podem me chamar de radical, fresca, preconceituosa, o que seja....tô nem aí..eu tenho minha convicções, meus valores e sou bem tranquila quanto a isso...todo mundo que me conhece sabe que eu detesto arrocha, pagode e afins...não freqüento esses lugares, não consumo essas músicas, acho de fato tudo isso um lixo exaltado à categoria de “arte”...pessoas sem talento musical, construindo "letras" de música de mau gosto e, pior, que geralmente incitam a violência e a depreciação da imagem feminina.

Aliás, tudo que nós mulheres não precisamos é alguém cantando "tapa na cara", "rala a %¨&*($#@ no chão" ou, neste caso especial "toda enfiada" e ainda ter a cara de pau de dizer que suas músicas têm apelo popular e são de boa qualidade. Fico indignada que pessoas de talento não tenham espaço na mídia enquanto expressões das mais baixas produções humanas sejam destacadas à torto e à direita! Mas infelizmente...este é o Brasil...esta é a Bahia...esta é Salvador...

Fiquei ainda mais possessa quando o apresentador (oi?) Geraldo, da Record, entrevistando a professora soltou a seguinte pérola sobre as letras “polemicas” das músicas: “Em Salvador é comum, mas em São Paulo a cultura é outra....”...ok...alguém me ceda uma gilete agora que eu vou ali...


Pra falar a verdade, tinha muita coisa que eu queria escrever neste post...mas não to conseguindo nem organizar minhas idéias...não, eu não sou a dona da verdade, tento respeitar todo mundo todo ...mas o fato é que eu me senti desrespeitada como mulher...soteropolitana.....aliás, me senti desrespeitada como ser humano.
Tudo que eu queria era um “novo começo de era...com gente fina, elegante e sincera...”...mas isso parece cada vez mais longe...
Até mais!

Um comentário:

Janela indiscreta disse...

Nay, querida, pelo visto vc não perdeu a mão, nem as opiniões fortes de uma virginiana convicta. Saudades