28 janeiro 2010

Olá pessoas,

sempre achei a Antropologia uma área interessante, melhor, sempre achei fascinante a possibilidade de observar a humanidade, seus costumes, valores e a evolução de tudo isso no tempo...quem sabe um dia inclua em meu currículo também...afinal, aprender é sempre um prazer!

Por falar em tempo....nossa, os tempos estão sombrios demais...não, desta vez eu não vou falar dos desastres naturais, que continuam muitos e aterradores...até alagamento em Machu Pichu já tivemos...aliás, um parênteses..neste acontecimento mais uma vez é possível observar a mesquinhez humana: aqueles que têm grana, fretam helicópteros e se mandam do Peru, chegam à suas casas são e salvos e dão continuidade a suas vidas. Aos demais, resta comer pão seco, tomar banho de 3 em 3 dias e contar com as orações de seus familiares para que tudo termine bem.

Hoje vi a notícia da jornalista que morreu após uma lipoescultura mal sucedida. A noticia não é novidade..alias, já virou mais regra que exceção. Ok..antes que alguém venha reclamar da afirmação anterior exagerada...vou me defender...é meio como os desatres aéreos: nós sabemos que centenas de milhares de aviões vão e voltam todo o tempo e conseguem chegar bem a seus destinos, mas quando cai algum, a tragédia é tão grande que ela se destaca em meio a qualquer fundo...Pois..as mortes por cirurgias estéticas são bem assim...inúmeras, incontáveis dão certo...mas as que dão errado marcam tão profundamente que não dá pra pensar porque esse frenesi, esta corrida desenfreada às clínicas de estética.

Acho que assim como a depressão é um dos grandes males do nosso tempo, tempo este onde ninguém quer nos ouvir, saber de fato como estamos, onde todo mundo está correndo para ganhar tempo, embora quase nunca saiba onde gastar...as mortes em decorrência de alterações da imagem corporal entram neste mesmo rol de tragédias sociais.

Buscamos ser perfeitos por fora, quando estamos apodrecendo por dentro, buscamos uma vida confortável quando estamos extremamente desconfortáveis em relação a quem somos...buscamos nos vestir de beleza quando ela não nos pertence, está, como diz o clichê, nos olhos de quem vê...

É...assim caminha a humanidade...só não se sabe pra onde...

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