25 abril 2010

E daí que ontem eu fui ao supermercado...eu já disse que adoro ir a esses templos do consumo daquilo que não queremos/precisamos/sabemos que existe? Adoro.

Já tínhamos feito as compras do mês...mas sempre fica alguma coisinha, né....pois....ainda na rota de pegar as coisas essenciais ao dia a dia, me dirigi à padaria e logo veio a minha decepção: não encontrei meu amado pão preto. Sim, pessoas, este é o meu mais novo vício (em meio a tantos...).

Desde que descobri aquela maravilha em forma de fofura e poucas calorias...gamei, mas eis que ontem o carinha me informou que havia acabado e não iriam repor. Confesso que notei nele o mesmo ar sarcástico da mocinha da Saraiva naquele episódio da bolsa do macaco das faces fendidas...aff...paranóia modo ON.

Enfim..me conformando com a falta do pão preto, parti para meu segundo preferido: o pão integral com sementes de linhaça. Esse pelo menos tinha! Mas eis que vem a coisa weird...

Assim que coloquei meus lindos e compridos dedinhos no saco de pão, ouço uma voz

"Ah eu detesto este pão!"

Por um momento eu quis acreditar que não era comigo, afinal não tenho cara de quem fica puxando conversa com Deus e todo mundo, muito menos de que vai responder às pessoas que têm essa mania. Fiquei em silêncio, mas a voz se repetiu, vindo de uma velhinha meio caquética, atendendo a praticamente todos os requisitos das bruxas das hitórias infantis (faltou apenas a verruga na ponta do nariz).

Olhei em volta.

Não havia mais ninguém além dos biscoitos avoador e das rosquinhas de coco por testemunhas.

Sorri meio sem graça de volta, atônita com a abordagem não usual, bem como pela ofensa ao meu pão..o pobre até murchou, coitado, deprimido diante do ataque frontal

Ora, se a criatura queria, porventura, puxar conversa....ela precisava atacar meu pão?!....


(Sim, nesta parte eu concedo a liberdade de me chamar de doida por pensar nos sentimentos do pão...ou melhor, por pensar que pães tem sentimentos...mas quem sabe da minha relação com pão, poderá, com muita boa vontade, entender)

Usando o máximo de polidez contida em meu ser, eu disse: "bem...eu gosto....e faz bem à saúde....". Pensando em dar um tom "científico" à coisa, quem sabe a velhinha concordasse comigo..ou melhor, quem sabe ela vazasse dali. Mas ela era dura na queda:

"Hum! (acrescentem aqui o ar de desdém) detesto! comprei na semana passada...cortei as cascas......horrível!"


A essa altura eu já me perguntava porque atraio esse povo doido, porque dou trela a eles. Me perguntava até mesmo porque havia feito Psicologia...rs.

Diante da fúria da velhinha contra meu pão, evidente pelos olhares insidiosos que lançava sobre ele, sorri novamente e migrei a passos largos pra outra seção, na esperança de que perto do açúcar refinado houvesse gente mais normal....


Sim, porque eu sou pára raio de doido.

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