29 agosto 2010


Hoje o gigante foi silenciado.


Algumas bananas de dinamite e 17 segs depois, restavam apenas fumaça, rostos estupefatos e muitas lembranças.

No chão, pilhas de concreto soterrando as marcas de um lugar indescritível para quem é tricolor.

Ver aquele gramado manchado de cinzas e pó, fez doer o peito diante da lembrança dos torcedores em campo, comemorando alucinadamente tantas vitórias, tantas conquistas.

Quando a cêmra lenta mostrou em detalhes a queda da primeira parte, também foi impossível deixar de lembrar a queda do vão que levou consigo 7 vidas....

Ah, aquele dia...foi mesmo uma sorte o Bahia não ter feito gol, pois se assim fosse, a tragedia poderia ser muito maior.

Fato é que desde 2007 temos aquele grito calado, sufocado; a subida da serie C para a B nunca pode ser comemorada pois sempre pareceu descabido mostrar alegria em meio à tamanha tristeza.

Agora, nos telejornais, nos programas especiais e na propagandas....as frases de efeito pipocam. Todos querem se alegrar com a nova Fonte Nova (que nem mesmo terá mais esse nome, pelo que sei). As chances de sediar a copa, até a ideia megalomanica de abrigar a cerimonia de abertura (veja só se RJ e SP permitiriam isso....) parece ser usada como um arremedo de consolo pelo silêncio do nosso gigante.
 
Pra mim, não adianta.
 
Eu não entendi os gritos e palmas na hora da implosão.
 
Eu não fiquei feliz e as promessas da arena Bahia, um coisa super moderna....não me compraram.
 
Eu ainda queria a Fonte Nova, aquela, onde, de bermuda e camiseta, como diz a marchinha tão antiga, eu ia ver o Bahia porreta.


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