05 outubro 2010

Sabe quando você acha que tá curada de uma sensação...e de repente ela vem e te acerta com tudo?

Pois é....eu achei que os fantasmas haviam voltado para seu lugar, mas só o fiz porque havia esquecido que Murphy não tira férias....

Nunca pude esquecer a cena do filme O curioso caso de Benjamin Button, onde a moça é atropelada....um minuto a mais...um minuto a menos e a coisa não teria acontecido.

Quantos fatores precisam se conjurar pra duas pessoas se cruzarem numa esquina qualquer?

Milhões, com certeza, mas o intrigante é que isso acontece e me deixa totalmente paralisada....

Que sincronia cruel, esta....que silêncio pesado, barulhento, denso...subi aquelas escadas tão rapidamente que não sei como as pernas não gritaram....cheguei arfante...mas certamente não foi a pressa quem me roubou o ar...

Mas Murphy ainda não estava satisfeito...e lá fui eu, desarmada....incapaz de erguer rapidamente as muralhas de que sempre lanço mão....e novamente me faltou o ar...sem chance de disfarçar....mas desta vez, não foi só a mim....e foi igualmente indisfarçável....

Mais do que rápido, fui me esconder. Ser ostra é meu maior talento....

Mas hoje não havia esconderijo possível....o olhar me achou, escanteado, sorrateiro e roubado....mas sempre, tímido. Ele de lá...eu de cá...e o silêncio no meio de tudo.

Um comentário:

Fritas disse...

Hummmm...Dá-lhe Bracho!!!Go go...carca logo!

Perceba como ela conta com tanta delicadeza e a pessoa esculacha ocm termos chulos...Mas quem se importa???hihi