07 agosto 2011

O mundo é um moinho....

alguns estão dentro dele, mas a maioria está fora...fazendo-o rodar. 

Hoje no Jornal Correio da Bahia saiu uma matéria sobre um jogador do Esporte Clube Bahia, que foi ídolo da torcida e hoje é treinador de um time pequeno, vivendo com um salário de R$700,00. A notícia me deixaria triste de qualquer modo, porque afinal, que tipo de vida a pessoa leva hoje com esse salário. Não é nem vida, é sobrevida. Doeu mais ainda quando eu vi que o personagem da matéria era Lima Sergipano, o canhão do Fazendão como era conhecido na época por causa da força e velocidade de suas cobranças de faltas.

A minha história com o futebol começou com uma aversão àquilo que eu chamava de um jogo besta onde 22 marmanjos corriam atrás de uma bola sem graça. Mas aí que chegando em um colégio novo e também em um novo curso de inglês, a necessidade de me entrosar era urgente. O assunto preferido do pessoal era futebol...e eu, que achava isso um saco, resolvi olhar com mais atenção e boa vontade. Fui fisgada. Foi aí que  me descobri torcedora do Baêa....e a paixão só fez crescer. 

Lima Sergipano faz parte dessa história, acalmando meu coração nas tantas vezes que salvou meu Bahia. O curioso é que minha maior lembrança da Fonte Nova (o estádio que era do Estado, no papel, mas da torcida tricolor, na hora do vamos ver!) é exatamente de um jogo em que ele foi nosso herói. 

No youtube achei o vídeo do jogo Bahia 3 x 2 Vasco, jogo que ajudou a salvar meu time do rebaixamento:


Mas eu nem precisaria dele para me lembrar do que está tão vívido na minha memória.  O jogo era de noite e já se encaminhava pra o final, com um empate que só complicava a nossa situação. De repente, aconteceu um pênalti e Lima foi bater. Meu coração estava disparado....meu pai queria ir embora do estádio, mas eu avisei a ele o que aprendi cedo na minha vida de torcedora: torcedor do Bahia só sai quando o juiz apita! Acompanhamos sentados no anel superior, com uma vista linda, do gramado à frente e da cidade ao redor, mas pra cobrança daquele pênalti só havia um lugar onde ficar: perto do gol......e fomos pra lá. O juiz demorou a autorizar a cobrança.....e de repente, o silêncio tenso que dominava o estádio deu lugar ao grito abafado de uma massa. Sabendo que o momento era importante, os portões da Fonte Nova foram abertos e a multidão que tradicionalmente acompanhava os jogos do lado de fora do estádio entrou correndo e foi se posicionando ao redor do campo. Em meio àquela euforia quase mágica embaixo de um céu absurdamente estrelado, o juiz autorizou.....Lima correu.......e marcou. Gollllllllllllllllll gritou a massa em uníssono. Desconhecidos se abraçavam num misto de felicidade e dúvida: era aquilo mesmo? Sim. O Bahia ganhou o jogo, que foi encerrado logo após esse episódio. E eu saí do estádio com um sorriso besta na cara, cantarolando o hino do meu clube e ciente do porque de sermos chamados de Nação tricolor. 

Eu sei que Lima Sergipano não vai ler meu blog, mas mesmo assim fica aqui o meu agradecimento.

Muito obrigada por todos os momentos emocionantes e divertidos que você me proporcionou.....a Nação tricolor será sempre devotada à você!

Bora Baêa!

* A metáfora do moinho é da minha amiga Josi, mas eu entendi errado....enfim....fica com dessa forma aí que foi como fez sentido pra mim.
** o vídeo ficou grande....saindo do espaço e enfeiando o post...rs....porque o youtube n me dava opções menores e eu não sabia diminuir...rs. 

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