07 outubro 2011

Pobreza de ideias

Ando bem sem inspiração pra escrever e, sendo bem sincera, quando posto alguma coisa aqui é quase sempre consequência de ter lido algo em algum lugar que me deu um mísero clique e algumas linhas saltaram da minha cabeça para este espaço. 

Nesse momento alguém pode dizer: ué, mas não é assim que as coisas acontecem?  Nada vem do nada. As pessoas vêem/lêem alguma coisa, isso as faz refletir e então elas produzem suas próprias ideias sobre o que quer que seja. É, é assim. mas não foi bem que isso que quis dizer. O que anda acontecendo comigo é quase uma representação comunicacional do reflexo condicionado de Pavlov. 

Não vou discorrer sobre os experimentos em Psicologia aqui....centenas de livros ou mesmo o Google (caso você ache que ler em papel, folha por folh, sem o auxílio de uma caixa de pesquisa é coisa demasiado atrasada) podem fazê-lo melhor do que esta que vos escreve. O que interessa saber para compreender este meu texto (sim, tenho fé de que ele seja minimamente inteligível) é que o cão treinado por Pavlov salivava a cada vez que o cientista fazia soar a campainha, a partir de uma associação inicial de ver um pedaço de carne e salivar, que ele posteriormente derivou para ouvir a campainha e salivar. Comigo está bem assim: leio....salivo....quer dizer...escrevo aqui. E mais frequentemente a minha campainha tem sido o "Já matei por menos" do qual falei ontem (Leiam, é excelente!).

Assim, vou reproduzir aqui o coment que deixei lá, embora sinta que, ainda que o coment tenha ido meu, é uma p*** falta de criatividade escrever algo igual em dois espaços diferentes...rs.

O tema do post-campainha era a perda da nossa capacidade de se divertir e isso me lembrou de ter lido em em algum lugar (e não lembro mais onde) que o mundo não mais nos oferece coisas, apenas as vende e esse é um dos motivos pelo qual andamos tão perdidos. Na verdade, a sensação que eu tenho é de que mais que perdidos, estamos desesperançosos, apáticos. Olho para as pessoas e para mim mesma e na maioria das vezes vejo todos tão cinzentos, mas não como o resultado da mistura de preto e branco e sim como fruto do desbotamento da possibilidade de nos divertir, de relaxar.

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