31 outubro 2011

Resenhas - a estréia!

Olá pessoas!

Vou postar aqui a primeira resenha literária do blog. Ainda é uma experimentação, ok, por isso sugestões e críticas são bem vindas! Como já comentei, estou lendo Crônicas de Nárnia; acabei o livro 4 e vou apresentar livro a livro. Vamos lá!



Título em português: Crônicas da Nárnia

Título original: The Complete Chronicles of Narnia

Quantidade de páginas: 751

Tema: fantasia

Composição: Volume único contendo 7 livros. Cada livro e cada capítulo são abertos com as ilustrações da artista original Pauline Bayles. Além das ilustrações há também uma dedicatória em cada livro, sendo a de O leão, a feiticeira e o guarda roupa realmente doce e linda. Por falar nesse livro, na verdade, ele foi o primeiro a ser escrito, em 1949, mas não é ele quem abre o volume, pois a organização se deu de acordo com a preferência do autor. A sequência é muito boa porque você vai entendendo passo a passo como as coisas foram se desenrolando. No meu caso, muitas dúvidas que ficaram quando vi o filme foram esclarecidas. É mesmo assombrosa a criatividade de Lewis!

Livros:

  1. O sobrinho do mago
  2. O leão, a feiticeira e o guarda roupa
  3. O cavalo e seu menino
  4. Príncipe Caspian
  5. A viagem do Peregrino da Alvorada
  6. A cadeira de prata
  7. A última batalha
·         Três maneiras de escrever para crianças (parte final onde C.S.Lewis traz uma discussão interessante, citando Tolkien e Lewis Carrol)


O sobrinho do mago (livro 1)



    O início de tudo, tendo como personagens principais Digory e Poly e, embora Lewis nos alerte logo na primeira frase que



O que se conta aqui aconteceu há muitos anos, quando vovô ainda era menino. É uma historia da maior importância, pois explica como começaram as idas de vindas entre o nosso mundo e a terra de Nárnia

Não se assuste se você se perguntar diversas vezes como as coisas dessa história se juntarão com a história de Nárnia.

É interessante como aqui e ali se pode notar o senso de humor de Lewis e suas críticas sutis, como nessa passagem:



naqueles tempos, Sherlock Holmes ainda vivia em Londres e as escolas eram ainda muito piores que as de hoje. Mas os doces e salgadinhos eram muito melhores e mais baratos...”.

A referência às escolas vai aparecer também em Príncipe Caspian numa clara associação entre a escola formal (pelo menos a que se tinha na Inglaterra na época dos livros) e a privação de liberdade. Me fez lembrar uma frase da revista Capricho que li por volta dos meus 13 anos (há muito tempo atrás...rs) que dizia: “não deixe a escola atrapalhar seus estudos”. Claro que naquela época não fez sentido, mas depois ficou muito claro que o prazer de aprender muitas vezes é minado pelo sistema conservador e limitante de educação. Ler por obrigação é um horror, mas os professores e coordenadores pedagógicos parecem não ter entendido isso ainda.

Os temas da amizade e firmeza de caráter são trabalhados por Lewis, através dos diversos dilemas que as crianças encontram em seu caminho. A alegoria religiosa, que vai permear todo o volume, aparece na descrição da criação do mundo e de todas as coisas (e aqui lembrei-me imediatamente da obra de Tolkien, onde na passagem intitulada A música dos Aynur, a criação do mundo também é mostrada como um acontecimento que vem através da música), realizadas por um criador mítico, superior e misericordioso, capaz de incutir amor e coragem nos corações de quem com ele se encontra,  na menção do fruto proibido (a maçã, sempre ela!) e na escolha de um casal para reinar na nova terra, uma espécie de Arca de Noé moderna, entre outras associações possíveis.

Se o enredo fosse no twitter poderia ser assim: uma maçã salvadora. Um miolo plantado. Uma árvore mágica. Um professor. Uma tempestade. Um guarda roupa. 

Logo logo falarei dos demais livros.

Até mais!

Um comentário:

Millena Bezerra disse...

As Crônicas de Nárnia é com certeza a minha coleção de livros preferida!
Na verdade, este foi o penúltimo livro escrito; acho que antes de mostrar o fim de Nárnia (A Última Batalha), Lewis quis mostrar como surgiu Nárnia.
O fato de Aslam criar Nárnia apenas com o som da própria voz (cantando), se assemelha muito à narração da criação no Gênesis, onde Deus diz "faça-se isso ou aquilo" e as coisas aparecem.

Beijo!!

http://amorporclassico.blogspot.com