28 fevereiro 2012

Resenha - Amante Sombrio (Irmandade da Adaga Negra)

Olá pessoas!

Hoje é segunda...dia de resenha literária!

O livro de hoje é o primeiro de uma série super comentada: Irmandade da Adaga Negra.

Senhoras e senhores... tomem seus lugares; a conversa de hoje é sobre Amante Sombrio, da escritora J.R. Ward.


Como eu conheci a autora:

IAN. Era essa a sigla que mais me intrigava cada vez que eu entrava no twitter e via as meninas em polvorosa. Mas que diabos era aquilo? Irmãos, adaga, couro...?!  Depois de um tempo fiquei sabendo que se tratava de Irmandade da adaga negra, mas, antes mesmo de saber do que se tratava, achei o nome fascinante. Adoro essas coisas de irmandade, sociedade secreta e tal.

Fiquei surpresa quando vi J.R. Ward, uma mulher, era o nome por trás da história dos vampiros guerreiros que fui conhecendo através de fragmentos aqui e ali. Então veio o famigerado SubDay...e eu não resisti. Compre o Box com os três primeiros livros e, quando finalmente li Amante Sombrio, entendi de onde vinha tanto furor. J.R.Ward escreve bem e sabe como prender o leitor. Terminei o livro já querendo emendar o outro e só não o fiz por ter outras responsabilidades a cumprir.



A edição:

Como acontece com os outros livros da editora Universo dos Livros com os quais tive contato até agora, a edição é bem feita, cuidadosa. Normalmente não gosto de capas com pessoas, mas no caso da Irmandade, faz todo o sentido mostrar a representação de cada irmão. Gostei da cor forte e da sensação de sombra, além dos nomes do livro e da autora em relevo. 

Os capítulos são de bom tamanho: nem longos demais, comprometendo uma eventual necessidade de parada (sim, eu só paro de ler quando termino o capítulo, nunca deixo no meio, ou paro em qualquer lugar. A esquisitice manda lembranças...rs), nem curto demais, parecendo que a autora deixou um arco incompleto. Considero o tamanho ideal (e máximo!) que um volume deveria ter; incomoda-me o tamanho dos volumes de Guerra dos Tronos, não pela quantidade de páginas em si, pois eu AMO livros enormes (sinto menos quando tenho que me desapegar da história), mas porque fica ruim para manusear ou, por exemplo, ler deitada segurando o livro. A versão única de O Senhor dos Anéis não me atrai por isso; prefiro os volumes separados.


O livro:

Confesso que demorei um pouquinho a engrenar na história por um simples detalhe: a comparação entre Príncipe Sombrio e Amante Sombrio foi inevitável! Ambos são da editora Universo dos Livros, as capas são parecidas, tratam de vampiros guerreiros e eu, na minha infinita esperteza, li um na sequência do outro. Mas isso de certa forma foi bom, sabe, porque deu pra perceber a nítida diferença da fluência de uma autora para outra. Ok, eu não li no idioma original e sei que as traduções costumam mudar muita coisa, mas é o que tenho de material para analisar, então, vamos lá.

O ministério do Dignidade não cabe aqui adverte: começar a ler IAN representa sério risco de causar dependência.

Finalmente eu conheci a tão falada Irmandade da adaga negra e lhes digo: se você gosta de histórias de vampiros, essa é uma ótima opção. Mas não é apenas isso, tenho a impressão de que mesmo que os personagens de J.R. Ward não fossem sobrenaturais, ela ainda assim saberia como enredar o leitor, como prender a atenção, direcionar as emoções e nos pegar de surpresa, seja em uma cena hilária ou emocionante.

O livro conta a história de Wrath, o último vampiro de sangue puro, líder de um grupo de guerreiros vampiros que lutam para defender sua raça da Sociedade Redutora. Esta conta com assassinos cruéis cujo objetivo é exterminar a raça dos vampiros, não medindo esforços para tanto. O intrincado enredo começa de verdade quando Darius, um de seus mais leais guerreiros, lhe pede que proteja sua filha meio humana meio vampira. Ele até tenta se esquivar, mas o destino faz com que se envolva nesse compromisso, em um caminho sem volta.

Ward é uma escritora descritiva. Muito. Seja em cenas de luta, amor ou mesmo um passeio por algum beco escuro, não importa, ela sempre vai oferecer detalhes suficientes para que o leitor (pelo menos comigo aconteceu assim) visualize o que ela está descrevendo. Já notei que autores que fazem isso sempre me ganham.

A autora diz que seus guerreiros lutam de forma sanguinária, porém elegante, com técnica e ritmo; assim também ela descreve essas cenas, aproveitando essas oportunidades para definir ainda mais a característica de cada irmão. Por falar nisso, outro elemento que me impressionou foi a capacidade de construir tantos personagens. Não pela quantidade em si, mas pelo fato de que todos eles são carismáticos e têm sua personalidade bem destacada. Quanto mais você lê, mais começa a observar e identificar o jeito de cada um. E o mais dramático: você começa a se apegar... ao grupo!

Algumas passagens me deixaram muito emocionada, como a cerimônia de casamento e as demonstrações de lealdade entre os irmãos (é muito amor, gente!). Outras me arrancaram risos, afinal o senso de humor dos irmãos e o timing das piadas é ótimo.

A costumeira sensualidade dos vampiros está presente; este é um livro, como dizem, adulto, mas não achei as cenas cansativas como ocorreu em Príncipe Sombrio. Acho que Ward também conseguiu escrever cenas altamente eróticas, mas sem serem apelativas; tudo tinha contexto, motivo e se encaixava bem no tipo de enredo que ela criou.

Cada personagem que conheço, e me marca, passa a fazer parte do meu universo. Assim, se materializaram no meu mundo:

- Darius: sobre ele o final do livro me deixou numa curiosidade extrema!

- Wrath: cada vez que Ward descrevia a chegada dele, eu ficava impactada. Sério, gente.

- Rhage: que a Rapha do Equalize da Leitura, não me mate, mas: como não amar o Rhage?!

- Zsadist: foi o personagem mais difícil de visualizar...não sei porque.

- Vishous: a-d-o-r-o! A testosterona se espalha no ar quando ele passa. Fato.rs.

- Phury: mal posso aguardar pelo livro dele!

- Thorment: como pode caber tanta doçura em uma casca tão dura?

- Butch: da antipatia à tolerância...pelo menos por enquanto

- Beth: uma montanha russa de emoções; eu me irritei, detestei, me emocionei e admirei ao final.


É, gente...meu DNA propenso a vícios (de internet, séries de TV e livros...rs) se fez presente. Creio que seja mais uma fã de IAN, quase me matando porque não fui ao encontro que houve aqui em Salvador. A Irmandade da Adaga Negra se encaminha para o lançamento do nono livro (Lover Unleashed) e, vocês já devem saber, mas eu repito: cada livro é dedicado a um irmão, embora os outros também apareçam na história.



Para não dizer que tudo é perfeito, vou falar da única coisa que não gostei nessa história: os redutores. Gente, que coisa mais chata! Vocês notaram que eu praticamente os omiti da resenha? Foi proposital, porque uma história tão legal não merecia esses arremedos de vilões. Não vou gastar mais tempo falando deles...rs.




Curiosidade:

Achei muito interessante que os vampiros se denominem uma Irmandade, enquanto os redutores se denominem como Sociedade. Acho que isso reflete bem os seus objetivos e princípios. Parece-me que, entre os irmãos, a relação só termina com a morte de algum deles. Uns dariam a vida pelos outros e se protegem em qualquer situação. Já os membros da sociedade estão unidos por uma tarefa em comum, apenas cumprindo ordens e submetido pelo medo, nunca pela honra ou lealdade.

 Deixo vocês com a dedicatória que J.R. Ward colocou em Amante Sombrio:

A Você, com admiração e amor.
Obrigada por vir e me encontrar.
E por me mostrar o caminho.
Foi a maior e melhor emoção de minha vida

Lendo a resenha do Guia da Irmandade no blog da Ju Giacobelli, soube que a autora colocou um texto como esse em cada livro, e eles são dedicados ao irmão em foco. Ou seja, a dedicatória acima é dedicada à Wrath.


Ficha técnica:

Livro: Amante Sombrio (título original: Dark Lover) - Série Irmandade da adaga negra
Autora: J.R. Ward
Tradução: Jaqueline Valpassos
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2011

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