02 fevereiro 2012

Resenha - Príncipe Sombrio

Olá pessoas! 


A resenha de hoje é sobre o livro Príncipe Sombrio, da série Os Cárpatos, da escritora Christine Feehan.

*(o livro foi gentilmente cedido pela Universo dos livros, editora parceira do blog).



Como eu conheci a autora:

Nas redes sociais eu já havia ouvido falar bastante da Irmandade da Adaga Negra e a curiosidade cresceu tanto que comprei o box; pouco depois, as pessoas começaram a falar de Príncipe Sombrio, um livro de outra autora, mas que parecia seguir a mesma linha e, portanto, estava gerando a maior empolgação. Por isso, quando a Editora Universo dos Livros, parceira do blog, ofereceu, entre as três opções, esse livro, não titubeei e escolhi: Príncipe Sombrio.




A edição:

O livro é de 1999, mas foi lançado no Brasil em 2011. A capa é muito bonita e faz jus à descrição de Mikhail que é feita no livro. A mistura de vermelho e preto dá o clima, ao mesmo tempo, pesado e sedutor da história. As páginas amarelas dão conforto aos olhos e não há falhas de impressão. Manuseei bastante o livro, afinal ele ia comigo pra todo canto (é preciso rebolar pra ser ávida leitora e ter milhares de outras atividades!), e ele permaneceu intacto!

O livro:

Mikhail, o príncipe da raça dos Cárpatos, povo misterioso e sedutor, assolado por séculos de existência solitária, decide por um fim em seu sofrimento e encontrar o descanso final (andar sob o sol e morrer). Tudo muda quando ele ouve uma voz.....a voz de Raven, uma jovem telepata que usa seu incrível dom para caçar serial killers, mas, naquele momento sente a dor de Mikhail e se dispõe a ajudá-lo.

Os Cárpatos são criaturas que se alimentam de sangue e podem mudar sua forma humana para formas animais ou mesmo forma de névoa. A raça encontra-se em um momento crítico, pois seu número está reduzido e as poucas fêmeas existentes não conseguem dar à luz a meninas que sobrevivam ao primeiro ano. Cada macho Cárpato precisa encontrar a sua “verdadeira companheira” para escapar do destino de escuridão e sofrimento, ou seja, da perda de todas as emoções e mergulho na vida cruel, devassa e assassina dos vampiros.

Sim, um Cárpato não é necessariamente um vampiro; ele só é considerado vampiro quando se torna uma máquina de matar, sem remorso, sem sentimentos, sem chance de recuperação.

É assim que começa a história desse livro que, na minha opinião, seria muito mais envolvente se a autora tivesse economizado em algumas cenas e desenvolvido melhor outras. O enredo geral me cativou. Eu gosto muito de histórias de vampiros e, mesmo a definição aqui sendo diferente, o caminho não destoava tanto.  

O encontro entre Mikhail e Raven foi interessante e sexy....na primeira vez....na segunda....mas, depois da milésima cena de arrebatamento sexual o leitor fica cansado (pelo menos eu fiquei) e se pergunta se vai ser sempre assim. Christine Feehan constrói personagens interessantes, cativantes e consegue prender a atenção do leitor, mas parece que, às vezes, ela se perde e fica andando em círculos, falando a mesma coisa só que usando palavras diferentes.

Acho que o personagem Mikhail poderia ser muito mais atraente, se não precisasse se justificar tanto. Raven, por sua vez, me causou um pouco de irritação em certos momentos, mas isso sempre acontece com as heroínas, né? Elas vêem a encrenca e parece que correm em direção à ela, bem ao estilo: oi macho alfa, venha me salvar!

Apesar dessa queixa, em momento algum me deu vontade de parar de ler, mas confesso que a história ganhou novo ânimo quando apareceram mais elementos sobre a história dos Cárpatos e quando mais seres dessa raça foram aparecendo: Jacques, Byron, Aidan e em especial, Gregori. Que me desculpe Mikhail, mas Gregori disputou pau a pau minha atenção....e ganhou.

O sombrio”, como é chamado por seu povo, foi o personagem que mais gostei porque acho que foi aquele no qual a autora trabalhou melhor as características psicológicas. A dor da existência de Gregori me pareceu mais verossímil, mais nobre, que a de Mikhail, assim como sua presença mística me pareceu muito mais imponente que a do príncipe. Para mim, o Príncipe Sombrio, de fato, deveria ser Gregori e não Mikhail. Fiquei pensando se Feehan vai fazer como J.R.Ward e dedicar cada livro a um personagem. Se for....já sei por qual ansiar!

Além do personagem Gregori, os dois elementos que mais gostei na história foram o fato de cada macho Cárpato só encontrar salvação e voltar a ver em cores e ter emoções quando encontra a “verdadeira companheira”, algo como uma alma gêmea, além da língua própria usada por eles. No final do livro há um glossário com as principais expressões utilizadas e me pareceu uma língua muito bonita. Pesquisei, mas não consegui descobrir se foi uma língua criada pela autora, mas creio (palpite puro!) que seja alguma variação das línguas utilizadas na região da Romênia, Ucrânia, República Tcheca, onde se localizam os verdadeiros Montes Cárpatos.

Como a personagem Raven é telepata e os Cárpatos também, em diversas oportunidades eles conversam assim, sem palavras e, de início, achei que isso poderia ser um elemento a confundir o leitor, mas foi super tranquilo e compreensível. Gostei da qualidade descritiva da autora, permitindo a visualização das cenas, mas sem cansar com a riqueza de detalhes (exceto pelas cenas entre Raven e Mikhail...rs). Considerei abusivo o uso de alguns termos como “perigosamente”, “ferozmente” etc, mas eu não sei se isso pode ser atribuído à autora ou à tradução.




Em resumo, como esse é apenas o primeiro de uma série de 22 livros, acho que vale muito à pena continuar a leitura. Acredito que a história vai crescer bastante, afinal os personagens representam a esperança: de serem curados da existência solitária e sofrida, a fé de que uma raça fadada à extinção ou degeneração possa se reerguer e pensar no futuro. O final do livro deixou um gancho muito bom e durante a narrativa várias pontas ficaram soltas pelo caminho. Perguntas a serem respondidas não faltam!






Curiosidade:

Os Cárpatos formam a ala oriental do grande sistema de montanhas da Europa, percorrendo 1500 km ao longo das fronteiras da República Checa, Eslováquia, Polônia,  , Romênia e Ucrânia. Constituindo a segunda cadeia mais longa de montanhas da Europa, os Cárpatos abrigam as maiores populações européias de urso pardos, lobos, camurças e linces, além de um terço de todas as espécies vegetais da Europa. Desde  2003, o patrimônio geológico e natural dos Cárpatos é protegido por um acordo mútuo entre os países que o contêm, conhecido como Convenção dos Cárpatos. Os Cárpatos começam no Danúbio perto de Bratislava e Viena, contornam a Hungria e a Transilvânia em um largo semicírculo cuja concavidade está dirigida ao sudoeste e terminam-se novamente no Danúbio, entre a Romênia e Sérvia. 


Ficha técnica:

Livro: Série Os Cárpatos – Livro 1: Príncipe Sombrio
Autora: Christine Feehan
Tradução: Alyne Azuma
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2011.

Um comentário:

Samantha disse...

Entãooooooo, eu tenho mega interesse em ler esses livros da Universo dos Livros, porém perdi a inscrição pra parceria e no momento não tenho dimdim.
Mas acho que quando der eu compro só pra matar a curiosidade............pausa dramática pra dizer que eu li Carrapatos =/