13 fevereiro 2012

Resenha - Um mundo brilhante

Olá pessoas!


Hoje teremos resenha do livro Um mundo brilhante, da autora T. Greenwood



Como eu conheci a autora:

Quando recebi a caixa da editora parceira Novo Conceito e vi o lindo kit preparado. Sim, gente, eu nunca tinha ouvido falar da autora e dia desses estava conversando sobre como ter entrado para o mundo dos blogs literários ampliou meu horizonte. É tanta coisa nova, tanta gente nova, oportunidades às quais eu não teria acesso. 

É por isso que eu sempre faço questão de agradecer às editoras que enviam livros para resenha e release com as novidades. Pode parecer que estou puxando o saco, mas na verdade, estou apenas sendo grata pela oportunidade!
A capa do livro me deixou encantada (meus parabéns à equipe da editora, responsável pela arte!) e, como sempre, parti para ler as orelhas, a fim de conhecer a sinopse e um pouco da autora.


A edição:


O livro foi lançado em 2012. Como eu disse, a capa é belíssima, como se fosse plastificada com glitter, dando o efeito de nevasca. Durante as paradas na leitura, não houve um momento em que não parasse para admirá-la. As páginas têm um tom bege, evitando o cansaço visual; eu não sei definir bem, mas o papel parece de tipo reciclado, mais áspero ao toque, coisa que eu adoro porque evita aquela chatice das páginas coladas umas às outras, dificultando a virada.



O livro:

Achei a dinâmica de escrita de T. Greenwood bastante fluida, os capítulos se sucederam sem esforço. Eu costumo traçar metas de leitura diárias, por exemplo, 100 páginas por dia, mas com Um mundo brilhante foi impossível manter isso. O livro tem 336 páginas que foram lidas tão rapidamente quanto a sucessão das memórias e sensações de Ben Bailey. Passei apenas duas tardes naquele mar de neve, mas passaria algumas outras, se assim houvesse mais páginas.


A história fala de um professor de História Americana que dá aulas na Universidade em Flagstaff e trabalha como garçom no Jack’s para completar a renda. Ele é noivo da enfermeira Sara e eles estão de casamento marcado...há 2 anos. Ben não é de Flagstaff, mas mudou-se para lá por causa do frio, do seu amor pela neve e a sensação de conforto emocional que ela lhe oferecia.

Em uma manhã, Ben abre a porta e avista algo na neve. A curiosidade o faz descobrir que o “algo” era um jovem navajo bastante machucado e ensanguentado. Aí começa toda a jornada introspectiva de Ben.


Em um período recheado de romances sobrenaturais, ler uma história sem nenhum toque de magia a não ser as artimanhas do destino foi uma experiência emocionante. Várias passagens me emocionaram, em especial aquelas em que Ben rememora sua infância, a vida em família, sua rotina feliz, e agora, tão distante. A forma de narrativas das memórias não passa nem perto do pieguismo, muito ao contrário. A descrição é singela, doce e não raro trazendo à tona nossas próprias memórias.


É um livro muito interessante porque traz muitas reflexões sobre a nossa própria vida, nossas escolhas, o que acreditamos ser felicidade, bem como nossos limites. O melhor é que T. Greewood trabalha tão bem os personagens que em vez de se colocar em favor de um ou outro, você apenas tenta entendê-los, conhecer seus motivos, ouvir suas dores.

Os capítulos são variados: uns com mais de 10 páginas, outros com apenas uma. Achei curioso que além da divisão em capítulos, a autora também divide o livro em partes que denomina “mundo”. Mundo vermelho, mundo azul, mundo amarelo, mundo preto e branco e mundo brilhante. Olhando retrospectivamente, essa denominação se mostrou perfeita porque circunscreveu, em cada momento, a tonalidade emocional da vida de Ben.

Tenho apenas uma queixa: que a revisão seja mais cuidadosa, afinal algumas falhas passaram como, como por exemplo, quando você modifica uma frase, mas não deleta todas as palavras que deveriam ter sido substituídas. Nada grave ou que comprometa a qualidade da obra, mas já que é uma resenha crítica, precisa ser dito.


Curiosidade:

A temática indígena, mais especificamente a relação tensa entre os “habitantes das reservas” e os “brancos” não é a temática principal do livro, mas ela aparece como pano de fundo. Entretanto eu gostaria que tivesse sido um pouco mais explorada. Essa não é uma queixa, apenas acho que uma discussão sobre os efeitos desse tal “processo civilizatório” nas populações indígenas renderia um excelente texto.


Ficha técnica:


Livro: Um mundo brilhante
Autora: T. Greenwood
Tradução: Ivan Panazzolo Junior
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012

Nenhum comentário: