04 maio 2012

Sexta pipoca


·         Olá pessoas!

Hoje é sexta, dia de comentários sobre cinema. \o/














Na semana passada, em um sábado tedioso, eu e as amigas resolvemos que o cinema resolveria nossos problemas e lá fomos nós assistir Diário de um jornalista bêbado. Nossas referências se resumiam a um trailler que apresentava o filme como uma comédia ambientada nos anos 60, em Porto Rico e... ao fato do protagonista ser Johnny Depp.

Bem, devo confessar que essa segunda informação foi a mais relevante para a escolha do filme. #mejulguem

A proposta da história de um atrapalhado jornalista, bêbado, que se mete em uma série de enrascadas quando sai de NY e vai trabalhar em um jornal falido em Porto Rico parecia se concretizar nos minutos iniciais. Havia o playboy, a mocinha sedutora e quase inalcançável, os criminosos de colarinho branco, o amigo perdedor, mas fidelíssimo, o chefe descompensado, bradando aos quatro ventos sobre a imutabilidade das injustiças no mundo etc. Tudo muito clichê, previsível, engraçadinho, mas...comum.

O que eu não esperava é que a mensagem de Paul Kemp (o jornalista bêbado!) fosse muito mais que isso. Em meio ao meio riso fácil nas cenas patéticas e exageradas ao extremo, a sisudez tomava conta de mim, por ver que, de fato, o sonho americano mas, não só ele, é a grande ilusão vendida à preço de ouro. "Quando eles acordam, começam a pedir o dinheiro de volta", diz o dono do jornal.

Dois momentos me marcaram e expressam muito bem o que o filme nos traz:

Eles sabem o preço de tudo e o valor de nada” (Oscar Wilde citado por Paul).

Os seres humanos são as únicas criaturas na Terra que reivindicam um Deus, e a única coisa viva que se comporta como se não tivesse um” (não me recordo quem a proferiu...sorry)


Há cenas excelentes, tensas, angustiantes, seguidas de outras hilárias, mas desembocando em momentos de uma delicadeza e força crítica surpreendentes. Diário de um jornalista bêbado foi muito mais do que eu esperava, já que fui achando ser um filme leve e divertido, sobre um cara que vai encher a cara, roubar uma garota do mauricinho e, de quebra, ganhar a primeira página. Entre rinhas de galo, luxo desmedido, uma xamã assustadora e imagens mescladas de paraíso e horror, vimos como se processa a produção do sonho de alguns em cima da morte social ou real de tantos. 

* Ao sair do cinema, vimos no cartaz que o filme é baseado no primeiro livro de Hunter S. Thompson, também autor de "Medo e Delírio em Las Vegas: uma jornada selvagem ao coração do sonho americano".



A minha outra indicação é Como agarrar meu ex-namorado.

Ok, não é nenhuma obra-prima, nenhum filme marcante, inesquecível, paralisante, surreal, mas tem Katherine Heighl, minha gente, ou seja, é diversão garantida! 

Eu não sei vocês, mas eu ADORO os filmes dela, sempre me divirto muitíssimo, sendo o meu favorito Juntos pelo Acaso, com o Josh Duhamel (marido da Fergie do The Black Eyed Peas - momento fofoca off).

O filme trata de uma mulher na casa dos 30 e poucos (ou seriam tantos? rs...) que está divorciada, sem emprego, sem eira nem beira, filando o jantar na casa dos pais. Ela tem um primo cujo negócio é levar fugitivos à polícia e, em troca, receber a recompensa estimada. Diante da situação realmente difícil em que se encontra, ela topa a empreitada, sem ter a mínima ideia do que realmente seria o trabalho. Sua primeira tarefa? Encontrar e levar à polícia um policial acusado de assassinato à sangue frio. As coisas, que já não eram fáceis, ficam piores quando ela vê quem é o policial: um rolo da adolescência que ela nunca se perdoou por ter lhe dado um fora.

Aí começa toda a bagunça nessa caçada bizarra: um policial tentando se manter fora das grades e provar sua alegada inocência sendo perseguido por uma mulher à beira de um ataque de nervos, armada e perigosa. Destaque para a avó da protagonista (H-I-L-Á-R-I-A), para Ranger (*suspira*) e para o desfecho, surpreendente, da caçada.

Recomendo como um filme estilo sessão da tarde. Leve, divertido, sem compromisso...assumindo mesmo a função de passar o tempo, porque, convenhamos, pensar demais o tempo todo...cansa!





Um comentário:

Ilmaralina disse...

Fiquei com vontade de ver os dois! O último filme que vi foi nacional e valeu muito a pena: Paraísos Artificiais? Você já viu? Se não viu, corre lá! Bjos, Nay!