18 junho 2012

Resultado Concurso Clássicos de Terror!


Olé pessoas!

Finalmente chegou o dia de anunciar o vencedor da Promoção Contos de Terror, cujo prêmio é o livro Clássicos de Terror, gentilmente cedido pela editora parceira Martin Claret

Como vocês devem se lembrar, o enredo, personagens e desdobramentos eram livres; bastava ser um conto, de qualquer tamanho, de terror.

Gostaria de agradecer às pessoas que enviaram suas histórias; adorei a criatividade de vocês, inclusive porque as história foram bem diferentes umas das outras!









Para escolher o ganhador, não bastava ler e dizer “gostei/ não gostei”, então, estabeleci critérios de avaliação que somariam o escore de 100 pontos:

- Pontuação (10): elemento importantíssimo na condução de uma história. Um texto com pontuação mal feita ou precária pode ter sua fluência e dinâmica altamente comprometidas.

- Gramática (20): sim, não dava pra dispensar isso, viu, gente!

- Ideia principal (30): o tema central do conto, sua originalidade, forma peculiar de abordagem.

- Desenvolvimento (20): a forma de conduzir a história, o envolvimento do leitor, a sequência mais fluida ou acidentada do enredo.

- Desfecho (20): a conclusão propriamente dita. Não tem coisa mais frustrante que uma história que vai super bem, mas o autor escorrega no final.

Vale ressaltar que a minha avaliação é completamente amadora. Não sou crítica literária, nem tenho formação na área de letras. Minha experiência é pura e simplesmente como leitora, ok.

Vamos lá!




  • O conto da Djanira teve como cenário um Trem Fantasma. Eu nunca fui em um, acreditam?! Apesar de ser clichê, eu gostei e acho que a história provoca, instiga o leitor. A ideia é boa, uma espécie de realismo fantástico, que leva o terror para o lado sobrenatural, mas dentro de um universo tão cotidiano como os parques de diversão. É o tipo de história que geralmente mais me assusta, essas que envolvem coisas familiares, fazendo com que eu lembre cada vez que chego ao lugar. Acho que o resultado poderia ter sido ainda melhor se os diálogos tivessem sido poupados, em troca da extensão dos momentos de tensão, dando ao leitor mais tempo para se inserir no clima e sentir o medo que a história potencialmente nos envia. Pontuação final: 
    65.

  • O conto da Lívia, chamado Pesadelo, foi bem interessante de ler, mas acho que a   história engrenou, de fato, do meio para o fim. O começo me pareceu meio confuso e corrido; se a leitura fosse em voz alta, por exemplo, eu ficaria sem fôlego. Isso pode ser um artifício interessante quando o autor tem a intenção de despertar, no leitor, emoções próximas às do personagem, mas não creio que tenha sido o caso. Entretanto, a história evoluiu e ganhou muito em expressividade, com uma atmosfera onírica super bem descrita, visualmente forte, rica, com evocação de sensações. Pontuação final: 72.

  • O conto do Davi trouxe vários elementos típicos de terror: encontro à meia noite, casa mal assombrada, assassinato, aparição fantasmagórica, mas ele o fez de modo envolvente, de modo que, em vez de me cansar, me interessou e eu segui na leitura querendo saber aonde aquilo daria. Só destaco que, no meio do texto, a inserção de diálogo ficou meio desarrumada e acho que ali, a continuidade da narração indireta cairia muito melhor. Pontuação final: 77.

  • O conto da Daiane, intitulado Fixação teve a temática mais original dos cinco: uma modelo que tem um pesadelo no qual vê seu reflexo deformado e é levada a se machucar, na crença de que, na verdade, está se remodelando. Mas, quando ela acorda é que seu pesadelo, de fato, começa,  Achei a narrativa muito boa, com ótimo ritmo e com elementos bem cruéis. Fiquei com medo de você, Daiane! rs... Me senti angustiada enquanto lia e, além de medo propriamente dito, essa sensação de angústia palpitante é algo que me pega de jeito nas histórias de terror. Pontuação final: 79.

And the Winner is:

  • O conto da Millena foi sobre Lendas Urbanas, mais especificamente, O homem do saco. Sabe o que foi mais legal/interessante? Que ela não disse isso de cara! Só no meio do conto, que foi super curtinho, mas MUITO bom que a gente descobre que o personagem aterrorizante é esse velho conhecido dos nossos terrores infantis. EM poucas linhas a autora: 1. fez ambientação, nos introduzindo à história e propondo o elemento de terror; 2. descreveu o modus operandis do vilão - e me asssustou também!; 3. trouxe as vítimas em foco na história; 4. inseriu o vilão; 5. fez um desfecho sombrio, gelado, cru e certeiro.  Pontuação final: 94.

Parabéns Millena, o livro Clássicos de Terror é seu! 

E, sabem o que é mais legal? A Millena tem um blog chamado "Amor por Clássico"!

*Isso não teve influência alguma na escolha, ok! Se os autores permitirem, posso publicar os contos aqui e os leitores podem inclusive, discordar de mim! :)*


Um beijo pra cada e até mais!


Um comentário:

Millena Bezzerra disse...

Aiin, obrigada Nay!!

Fiquei saltitante quando li a notícia ótima!
Beijos!