15 agosto 2012

Preconceito literário...


eu tenho, você tem, todo mundo tem!



Olá pessoas,

Vamos falar um pouquinho de um assunto chato, mas impossível de negar?

Preconceito literário. 



Epa, epa, epa! Antes que alguém ache que eu estou justificando o ataque ao gosto alheio, prestem bem atenção: estou falando de outra coisa, algo mais pessoal:

Eu disse no título e reafirmo, todo mundo tem preconceito literário e não é que eu seja a dona da verdade, mas acontece que nunca encontrei alguém que não tivesse uma certa resistência a um gênero literário, um autor ou a um livro específico. Eu tenho vários, nas três situações que citei e não vejo problemas em admitir. É gosto, minha gente e, assim como nariz (*rs...), cada um tem o seu! 

Vamos parar com essa hipocrisia filha do "politicamente correto" de que ninguém pode dizer mais nada, tem que ser morno e brando em tudo e, consequentemente, falso na maioria das situações. 

Vou confessar, em se tratando de gêneros (e uso aqui esse termo na falta de outra definição melhor), eu tenho uma resistência gigantesca em ler:

Livros de banca: acho as histórias muito açucaradas, forçadas, enjoativas. Não me prendem, e, nas vezes em que li, fiz quase uma leitura dinâmica, voando nas páginas pra acabar o sofrimento. Eu sei que tem uma legião de fãs, inclusive tenho um aqui pra sorteio...rs...mas quantos venham parar nas minhas mãos, serão passados adiante, nem que seja deixando em algum lugar pra que um leitor lhe dê o devido valor;

Biografias: até hoje não li nenhuma realmente interessante. Quer dizer... não que as pessoas não fossem interessantes, mas a forma como suas vidas foram narradas me deixaram entediada demais, quase cochilando. Além disso, às vezes me causa enorme estranheza saber mais da vida de autores/ atores/cantores. É como se aquele mito se esfacelasse, sei lá. É um ser humano, com qualidades e defeitos, eu sei, mas eu prefiro manter a aura criada pela obra;

Livros "Hot": nunca, jamais, em tempo algum tinha levado adiante leitura de livros hot. Achava uma perda de tempo, um blá blá blá sem fim, uma dissecação sem fim das conjunções carnais alheias...mas aí veio Irmandade da Adaga Negra e me quebrou, né? A rachadura no meu muro defensivo foi o fato de ser tratar de vampiros. Daí para o vício bastaram algumas (pouquíssimas) páginas! IAN é a única coisa que leio desse gênero. Esse tal de 50 tons de cinza não fez nem com que eu me movesse da cadeira ou mexesse no mouse para participar de promoção.


Na categoria criaturas e temas:

Hum...não me venham com livros sobre Lobisomens e/ou Fadas, porque, sinceramente...não vai rolar. Sabe a série True Blood? Bom, ia tudo muito bem até meterem as fadas na história. Aff...murchei total, não vi a 4ª temporada e nem sei se verei a 5ª. (Mentira. Claro que verei. Tem Eric, né, minha gente!). The Vampire Diaries foi outra que veio avacalhar minha alegria enfiando lobisomens e híbridos e não sei mais o que na história. Raiva. Muita raiva.


Autores:

A literatura brasileira me desculpe, mas engolir José de Alencar é um pouco demais para mim. Gente, que coisa insuportável de ler é aquela?! Eu me arrastava nas páginas de Iracema, quase chorando sangue. Nem sei o que fiz com os livros. Só sei que não queimei porque eu nunca faria isso com um livro...mas fiquei tentada, viu!

Ainda nessa categoria, sei que o povo fala super bem do James Patterson, mas eu tenho uma antipatia gratuita com o moço. Nunca li nada, nem um quote, mas também não quero ler. Algo me diz que será um café ruim, que eu não mereço, para uma vida curta.


E, pra fechar com chave de ouro, vou falar de um clássico que angariou toda a minha antipatia: Romeu e Julieta. Shakespeare, seu lindo, te amo, mas esse casalzinho é a coisa mais chata EVER! Toda a admiração que tenho por Hamlet é proporcional à aversão que tenho por esse lenga lenga. E filmam isso, meu povo, como se não houvesse amanhã! #oremos

E não se trata de falta de romantismo...é só falta de paciência mesmo.


E aí, qual o preconceito literário de você? Ou vão me dizer que não tem?!

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