25 setembro 2012

Continue a nadar...#1

Olá pessoas!

Hoje é dia de conversar sobre as coisas que andam acontecendo por aí. Acho esses posts interessantes porque permitem que a gente vá, não apenas conhecendo a opinião das pessoas, como aprendendo a corrigir os erros que já notamos, enxergar os erros ainda invisíveis e refletir sobre os rumos daquilo que estamos fazendo. É diversão? Pra mim, pelo menos, é. Mas isso não impede a necessidade de pensar e repensar, né?

A partir de hoje, essa será uma coluna fixa, quinzenal, e se chamará:

"Continue a nadar..."

Vamos lá!



Há um movimento crescendo no twitter e nas demais redes sociais acerca da queda na qualidade dos blogs literários, mais especificamente na tendência a elogiar todo e qualquer livro, através de resenhas sofríveis e que apenas servem como tática de manutenção de parcerias. 

Eu concordo com essa crítica, também acho que nesse boom de blogs novos (e o meu nem é tão antigo assim, afinal, tem menos de um ano que mudou de cara, embora eu tenha blog há muito tempo) embarcou muita gente apenas a fim de "ganhar livro".

A gente nota isso nas perguntas, nos comentários, nas resenhas, na multidão de colaboradores (tem blog em que eu nem consigo saber quem é o administrador ou como é o jeito dele. O blog fica sem identidade,inclusive porque muita gente confunde layout com marca propriamente dita).

Me digam aí, de vez em quando, vocês não têm a forte leve impressão de que tem blogueiro que acumula pilhas de livro e só lê a sinopse ou qualquer coisa por alto e posta aquelas resenhas toscas? Eu tenho...rs.

Mas, ao mesmo tempo, como reação, eu tenho medo de que surja o movimento do “não gostei”. Aquele pessoal que fala mal para pagar de crítico mordaz, como se uma obra tivesse quase que rebolar para ser merecedora da sua simpatia altamente cheia de valor.

E aí vai o que eu penso - Primeira questão:

- Leitura é uma das coisas mais pessoais que existe

O que eu acho uma droga, você pode amar e mudar sua vida. E mais: o que eu acho uma droga HOJE, posso amar e mudar minha vida AMANHÃ. Eu não fico ofendida quando vejo um péssimo comentário sobre um livro que amo, só acho que a gente precisa ficar atento e comentar “gostei ou não gostei, é bom ou ruim PARA MIM”. Se o livro é bom ou ruim em si, é complicado falar, porque não vai haver unanimidade. 

Aí eu vejo resenha falando que tal livro é uma porcaria e que a pessoa está cansada de ler livros ruins. Ô gente, acho pretensioso dizer isso. Desculpa, mas eu acho. 


Segunda questão: não é porque a pessoa elogiou um livro que você odiou, que ela está, necessariamente, mentindo/puxando o saco

Pode ser que ela realmente tenha gostado, que tenha feito sentido pra ela, que tenha chegado em um momento x da vida em que caiu como uma luva, sei lá. Como eu disse, daqui a pouco começa o não gostei generalizado, que seria tão ruim quanto o oba oba do gostei de tudo.


Então, gente, sabe o que eu tento mesmo fazer? Ignorar.

Quando encontro um blog que gosto, eu sigo. Coloco lá na minha lista de leituras diárias, que vocês podem consultar aqui ao lado. São blogs que visito sempre, indico, confio, admiro. Assim como em relação às leituras, sempre estou disponível para novos espaços, mas se, por acaso, eu identifico os elementos acima citados (oba oba, turma do não.gosto.de.nada.nunca, finjo que leio pra tirar ondinha ou coisas do tipo), simplesmente clico no x e não volto mais. 

Discutir, apontar no twitter, questionar a editora A ou B que aceitou na parceria, criar caso...não dá em nada. Aliás, dá sim. O blogueiro fica chato pra caramba.

Estou vendo muita gente boa desmotivada e isso me deixa triste. Não é porque porque o cara do lado resolveu trapacear e nadar apoiando o pé no chão que você vai diminuir seu ritmo ou encerrar a prova. 

Acho que o lance deve ser: você faz a Dory e continua a nadar.

Às vezes borboleta, às vezes costas e, quando apertar, cachorrinho mesmo. Mas, eu vou continuar nadando, porque as espécies vêm e vão, há caos e fúria, mas o mar continua sendo sempre ...o mar.

Um beijo e até mais!

Nenhum comentário: