09 outubro 2012

Continue a nadar...#2

Olá pessoas!

Estamos no mês de outubro e posso dizer que o blog, de certa forma, completa 1 ano.

Como assim, Nayara, ele não surgiu em 2009?!”.

Sim, mas foi em outubro de 2011 que ele ganhou a cara mais próxima do que é hoje, ou seja, um blog voltado para conteúdo literário. E, assim, fazendo uma retrospectiva sobre todas as mudanças que já ocorreram (as que lembrei, claro...rs. Sou uma desmemoriada de marca maior!), percebi que, a partir da minha experiência zero nessa seara, eu fiz muitas coisas que hoje, definitivamente, não faria igual.

Vamos relembrar?


O blog tinha parceria com outros blogs, naquela esquema de trocar banner. 

Hoje não tem mais. Por quê? Bem, eu vi que isso não funcionava. Os blogs não se visitavam, não interagiam. As pessoas com quem eu me comunicava e que me ajudavam (e muito!), já faziam isso antes da política de troca de banner. Assim, achei que seria muito melhor deixar uma lista de leituras diárias onde as pessoas pudessem visitar os meus blogs favoritos, assim como seus administradores podem ter a certeza da minha admiração, mesmo que, às vezes, a frequência de visitas não seja a que eu gostaria.


O blog tem/tinha parceria com alguns autores.

Essa experiência me trouxe um aprendizado grande sobre meus limites, sobre como ser crítica com polidez, sobre debate baseado em argumentos etc. Há muito tempo não faço parceria com autores, seja porque não me procuram ou porque também não os procuro. Os motivos: 1. prefiro que as coisas aconteçam de modo espontâneo, 2. Precisei repensar sobre a minha capacidade de me manter distante o necessário para oferecer uma crítica 100% sincera aos leitores do blog.

Mas, deixa explicar essa parte para que ninguém entenda mal. Todos os contatos que fiz com autores foram amistosos, educados e agradáveis; nunca tive problemas com isso. Nenhum deles jamais interferiu nas minhas resenhas ou me questionou em relação a coisas que considerei negativas nos livros.  

O que acontece é que, mesmo assim, eu mesma me questiono se consegui ser crua quando precisava ser e isso se refere apenas à livros enviados por autores; em relação à livros de editoras, estou plenamente satisfeita com minhas críticas. O que está escrito é exatamente o que penso!

Faço isso com os textos dos meus amigos com a maior tranquilidade, esmiúço, escarafuncho, disseco mesmo, comentando vírgulas, frase por frase, dizendo “corte aqui, traz isso de volta, pra que aquilo”, mas admito que não tenho certeza se consegui fazer plenamente no blog, em relação à resenha de livros enviados por autores. Uma amiga diz que isso é bom, porque eu não posso detonar o texto de alguém, afinal, quem sabe que evoluções aquela pessoa pode ter e que efeitos meu comentário cruel poderia ter. 

Entretanto, dizer: eu não gostei é complicado. Eu disse, mas de forma sutil e não exatamente como eu gostaria, entendem?


Contato com editoras. 

Gente, eu confesso, fiz isso como se não houvesse amanhã! 

Eu fiquei tão empolgada com a possibilidade de conhecer milhares de autores e livros (sim, sou exagerada, uma hipérbole que anda!) que nem o céu era limite. E aí, de repente, eu tinha uma coluna cheia de logotipos, uma caixa de e-mails cheia de releases e um vazio recheado de dúvidas sobre do que se tratava mesmo aquela parceria. 

Eu brequei, fui de site em site, lendo a apresentação das editoras, fuçando os catálogos, vendo os blogs, quando existiam e fui encaixando os perfis delas com o meu. Disso resultou a coluna de parcerias atual

Eu fiz outras seleções? Claro, mas com MUITO mais critério. Não se trata apenas da editora ser boa ou ruim, mas se ela tem ou não a ver comigo, com o que eu gosto de ler, até onde quero experimentar, que tipo de relação essas organizações mantêm com os leitores em geral etc.


Vídeos. 

Geeeeeeeeeente! Essa foi a parte mais difícil! Eu via os vlogs e ficava morrendo de vontade de fazer algo do tipo, cheguei até a fazer uma enquete pra saber a opinião dos leitores e foi massiva a simpatia por vídeos, mas, ainda assim me faltava coragem de mostrar a cara em um vídeo. 

Um dia me deu a louca e gravei. Ficou escuro, tosquinho, feito com a webcam (como até hoje...rs), mas eu me diverti MUITO! Assim já foram 4 vídeos Balaio de Gato (o que chegou e o que eu li) e 2 respostas de TAG

Há muita coisa planejada, mas o equipamento não colabora. Minha câmera não grava áudio nem com reza braba e minha webcam resolveu me trollar e detonar meus vídeos, como vocês podem conferir no vídeo 4...rs.

Para encerrar, quero falar do maior equívoco e que, felizmente, foi rapidamente corrigido:


Ler pensando nas resenhas.

Sim, eu fiz isso. Em algumas leituras. Não foi muito adiante, mas eu me arrependo absurdamente e, em breve, relerei os livros porque a resenha ficou, eu sei que os li, mas aquelas sensação de apropriação da história de conhecimento dos personagens, eventos...não aconteceu.

É óbvio, mas, eu precisei, como acontece com a maioria das coisas óbvias, reafirmar isso na minha cabeça: eu não leio porque tenho uma blog. Eu não leio para fazer resenhas.

Eu tenho um blog porque leio. Eu faço resenhas porque leio. Eu tenho um blog e faço resenhas porque gosto de compartilhar o que leio, de saber opiniões, discutir, repensar, reler através dos olhos dos outros e dos meus, um tempo depois.


Bom, gente, o post de hoje foi mais um da coluna quinzenal temática que trata das coisas da blogosfera.

E vocês, blogueiros, costumam pensar nos rumos dos seus blogs? Mudaram muita coisa no percurso? Têm arrependimentos, dicas? 


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