05 outubro 2012

Resenha: Charlotte Street (Danny Wallace)


Olá pessoas,
 
a resenha de hoje é sobre o livro Charlotte Street, enviado pela editora parceira Novo Conceito. Já faz um tempinho que eu concluí a leitura, mas resolvi esperar para escrever e publicar a resenha, a fim de ter certeza que as minhas impressões não eram fruto da empolgação imediata da história. 

Vi algumas pessoas criticando negativamente o livro do Danny Wallace, mas eu gostei. E muito.



Mais uma vez eu lembro: o fato de ter gostado não quer, necessariamente, dizer que é uma grande obra da literatura. Quer dizer apenas e tão somente que a história em si e a forma como foi contada/conduzida me agradou. 

Vamos às impressões:


Na história de Charlotte Street, temos o personagem Jason Priestley (sim, homônimo do carinha de Barrados no Baile), um homem que acaba de sair de um relacionamento de muito tempo e precisa lidar com a felicidade de sua ex-noiva ao lado de outro homem. Como se isso não bastasse, ele ainda precisa conviver com todos os ataques à sua autoestima em consequência de suas escolhas profissionais e olhares tortos em relação a isso. Jason mora com o amigo Dev em cima de uma loja de videogame, entre uma agência de notícias polonesa e aquele lugar que todo mundo pensa ser um bordel, mas não é”. 

OK, 99,9% das pessoas que resenharam Charlotte Street devem ter usado a expressão anterior entre aspas, mas, acontece que o personagem a repete diversas vezes, sempre que fala da sua "humilde residência" e, sinceramente, eu ri todas as vezes...rs. 

Um belo dia, Jason ajuda uma moça a acomodar as sacolas num táxi e, quando ela vai embora, percebe que em sua mão ficou uma câmera descartável, de propriedade da desconhecida. Quem é essa mulher? Ver ou não ver fotos? O que fazer? Muitas perguntas surgem na cabeça de Jason e é sua saga em busca de respostas que nós vamos acompanhando em Charlotte Street, local onde esse meteórico (vixe, apaguei essa palavra e quase não incluí. Luan Santana detonou o sentido para mim...rs) encontro ocorre.

Agradou-me o fato da narrativa ser em primeira pessoa, com aquele ar de que o personagem conversa com a gente. Apesar da história ser comum - partir de um acontecimento corriqueiro, as coisas vão se desenvolvendo como se um novelo fosse se desenrolando, uma coisa levando a outra, uma peça desvelando outras peças - a forma como as coisas se encadeiam, as explicações do personagem sobre suas ações, suas lembranças...foi isso, além da deliciosa dissecação das dores e delícias que é ser gente, que me ganhou.

Pois é. Acho que, mais importante que “achar a garota”, a história fala sobre crescer, sobre ser adulto e descobrir que aquela coisa maravilhosa e livre que nos prometeram...bem, não era exatamente assim; havia letras pequenas (e ilegíveis) no contrato. Você julga, é julgado, rotulado. Você têm obrigações, não apenas financeiras, mas, morais, afetivas. As pessoas te decepcionam, você as decepciona. As opções nem sempre estão às claras. O mundo não gira ao seu redor e aquela pessoa do seu lado também tem suas feridas para curar. 

Achei o ritmo narrativo muito bom, corri as páginas sem cerimônia alguma e me diverti muito. Leitura descompromissada, mas que, nem por isso, impede que você se pergunte algumas coisas e, quem sabe, encontre respostas interessantes.

Avaliação (De 1 a 5): 3,5.

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