17 novembro 2012

Das coisas que eu quero...

...embora não saiba explicar exatamente por que:


1. Uma franja, mesmo sabendo que as duas experiências anteriores beiraram o trágico. Um agravante: a primeira vez que cortei franja era uma criança inocente e sem noção. Ficou um desastre, mas cresceu logo e eu me recuperei. Na segunda vez eu era adolescente e, como vocês podem notar, ainda não tinha noção. Ficou igualmente podre, demorou horrores pra crescer e eu praticamente sofri bullying. Antes, durante e um pouco depois. E cá estou eu avaliando novamente a possibilidade de uma franja. Noção é para os fracos.

2. Um Iphone, mesmo ouvindo um colega, infeliz proprietário de um aparelhinho da maçã dizer que ele nada mais é que um aparelho castrado. Você tem que pagar pra fazer qualquer coisa, a configuração de outros celulares é mais potente, o design de outros celulares é mais bonito, etc. Eu também achava tudo isso, mas, acho que em dado momento da sua vida, um chip é ativado no seu cérebro e você começa a desejar objetos que nunca havia desejado. Sim, o chip também atende pela alcunha de consumismo desenfreado, mas eu e minha consciência crítica nos sentimos melhor chamando de chip e atribuindo o repentino desejo a um elemento externo e fora de nosso controle.

3. Sapatilhas amarelas. Eu já tenho uma, mas quero outras, várias outras. Pq? Nem Deus sabe, imagine eu. Amo amarelo desde sempre, na escola, todos os lápis de cor chegavam ao final do ano letivo, menos o amarelo. O mesmo acontecia com o hidrocor. O que isso tem a ver com querer sapatilhas amarelas? Nada. Mas, parafraseando o Cirilo de Carrossel: "eu só quis dizer". Tem cor mais alegre que amarelo? Não. Definitivamente, não. E eu não sei se vocês sabem, mas, meus sapatos, assim como as meias de Booth na série Bones, representam a minha rebeldia silenciosa a esse sistema monótono chamado dia a dia.

4. Um tênis Nike neon. Eu tenho 3 tênis e nem uso com frequência. Eu nem gosto do design da Nike. Eu nem gosto de rosa. Mas cada vez que vejo o tênis neon rosa/amarelo limão, meus olhinhos brilham e meu coração dispara. É amor, gente. Não vou negar.

5. Um óculos Ray Ban aviator. É clássico, é lindo...e é caro. Eu fico só imaginando comprar esse troço e, sei lá, esquecer em algum lugar, perder. Vou infartar, gente, sério. Ou fazer reféns. Ou os dois. Não necessariamente nessa ordem.


É isso. Esse post não tem razão de ser. Mas, também não tem razão de não ser. Há tempos são os jovens que adoecem abandonei a ideia estapafúrdia de ter um blog centrado, coerente, ordenado e formado apenas por assuntos edificantes, que valessem cada conexão neuronal dos leitores. Esse não seria meu blog; cansaria em uma semana, talvez 3 dias, possivelmente dois e mandaria o pobre para o céu dos blogs enfadonhos. Como eu disse algumas linhas atrás: noção, não trabalhamos.

Um beijo e até mais.

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