27 novembro 2012

Resenha: A vez da minha vida


Olá pessoas!

Sexta é dia de resenha e hoje quero falar de um livro cuja leitura foi bem estranha, para mim.

A vez da minha vida veio em uma das, sempre recheadas, caixas da editora parceira Novo Conceito e eu confesso que não havia ficado muito empolgada para a leitura. A capa não me atraía e a chamada só diminuía a minha vontade, mas, mesmo assim, resolvi ler porque a sinopse falava de uma mulher que recebia um envelope dourado com um convite para encontrar-se com sua vida. Quão estranho e surreal é isso?!




O começo da leitura não foi fácil. Achei que a autora começou com um estilo meio Bridget Jones, sarcástico, engraçado, mas depois pesou a mão e passou do ponto, repetindo demais essa fórmula e me cansando. Eu já estava no capítulo 7 e me perguntando: vou continuar ou desistir? Mas aí apareceu o Don. E Vida cresceu na história. Tudo mudou.

Gente, eu fiquei boba com a minha mudança de ânimo na história! Continuei achando que Lucy, a protagonista, não era lá essas coisas, mas esses dois personagens que eu citei deram um up na moça e a história ficou boa. Muito boa. Eu não conseguia parar de ler, queria saber mais, me divertia horrores com as ações de Vida e finalmente apreciei a metáfora escolhida pela autora.



Do que trata a história:

Lucy é uma mulher que aparentemente tem sua vida sob controle, mas, logo percebemos que, na verdade ela não está vivendo e sim, sobrevivendo. E mal. Ainda não superou o término do relacionamento, saiu de um excelente emprego e agora ocupa um cargo que lhe esgota emocionalmente, mora mal e tem sérios problemas de relacionamento com a família. Tudo isso faz com que ela deixe sua Vida de lado e, em dado momento, ela chega para lhe dar uma sacudida e perguntar: como é que é, até quando vai ficar me tratando assim?!

A vez da minha vida é uma história bacana, interessante e que melhora sensivelmente com o correr das páginas. Se você, como eu, ficou com um pé atrás no começo, dê uma chance e vá em frente. Pode se surpreender como aconteceu comigo!


Como eu disse, não gostei muito da Lucy, achei-a sem sal. A família dela também era meio insossa, mas um dos irmãos e, especialmente, sua mãe, deram uma virada bem legal. Mas, para mim, o que faz o livro valer à pena são os personagens Don Lockwood e Vida. O primeiro é leve, divertido, sensual e conquista na primeira fala. E o segundo, gente, Vida entrou pra minha lista de personagens mais bacanas EVER! No começo eu fiquei meio bronquinha, achando que ele seria mais um chato, um personagem-metáfora cheio de lição de moral, mas não foi nada disso. O associei mentalmente ao Castiel de Supernatural por causa do jeito seco, irônico, divertido e companheiro (porque exatamente ele..não faço ideia, deve ser por gostar muito do personage...rs). 

Quando Lucy melhorava, a aparência e o estado emocional de Vida melhorava, quando Lucy retrocedia...lá ia ele decair de novo...tadinho. Era muito bacana ver essas nuances, às veze bem sutis das mudanças paralelas. Cecelia acertou aí.

A prova maior de que eu gostei do livro foi a saudade que senti, e ainda sinto, da história. Enquanto leio outras coisas, penso nos personagens e nas peripécias de Vida. Quem sabe eu releio quando a fila de desejos diminuir. ;)



Minha ressalva:

O primeiro pensamento sobre o livro foi: É auto ajuda. Todos os meus alarmes foram ativados e, a despeito disso, eu fui em frente, afinal, é Cecelia Ahern, a autora de P.S Eu te amo, que as pessoas simplesmente amam, mas eu ainda não li. 


Não diria que é auto ajuda, embora tenha me incomodado bastante a inclusão, ao final do livro, de uma certa lição de moral. Isso aconteceu em Charlotte Street e me irritou; aqui foi de modo mais acintoso e eu achei completamente dispensável. A história passou sua mensagem, não precisava daquele adendo moralizante e chato.



Um beijo e até mais!

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