23 dezembro 2012

Uma jornada mais que esperada!

Olá pessoas!

Finalmente eu consegui que a poeira das emoções assentasse a fim de conseguir falar sobre O Hobbit sem surtar....muito. 

Preciso dizer que, não tem jeito, todas as vezes em que eu ouvir/ler: numa toca no chão vivia um hobbit”, vou chorar e vou ficar arrepiada. O Hobbit é o livro que me fez voltar a ler, a devorar livros como fazia muito tempo antes, daí meu enorme carinho por ele, mesmo que eu só tenha me dado conta do porque desse carinho no momento em que escrevo esse post.

Esse comentário será breve, sem embasamento teórico algum (kkk) e bastante pontual; comentarei apenas as minhas impressões sobre alguns detalhes, ok.

Gente, eu preciso falar da qualidade dos efeitos especiais? Dos figurinos? Das locações? Não. É tudo perfeito, fiel, bem cuidado, coerente, funcionando de modo brilhante para recriar o mundo de Tolkien. Resultado: quero ir pra Nova Zelândia AGORA.

Geeeeeeeeeente, o que é Gollum?! É um dos personagens mais fascinantes que já vi, aquela dualidade, a ambivalência e, tudo isso interpretado DAQUELA FORMA pelo Andy Serkis é de babar! 



Gollum é a coisa mais fofa, desamparada, brilhante, assustadora e perfeita EVER.

Eu vi gente reclamando das canções dos anões, mas só tenho a dizer uma coisa: aquilo tem no livro. Igualzinho. 


Sem aumento, sem #Disneyfeelings


Diz aí você que viu o filme: como não se arrepiar com o tema dos anões e aquela luz mortiça?



Definitivamente eu não gosto do Saruman. Será que é porque sei a coisa feia que ele vai aprontar ou porque ele já era um mala mesmo e eu sou totalmente #TeamGandalf?

As cenas do reino sob a montanha foram priceless e sim, Thorin Escudo de Carvalho é tudo que eu esperava, embora ele seja mais implicante/resistente a Bilbo no filme do que no livro. Por falar em Bilbo, Martin, te amo! ♥♥ 

Os trejeitos, as caretas, a forma de falar, andar, agir é exatamente na medida do Bilbo que mora na minha cabeça depois de algumas leituras de O Hobbit.


Sabe, eu devo ser a única pessoa que não acha O Hobbit tão simples e tão infantil, na verdade, eu acho um livro sombrio, ou, melhor dizendo, o começo da sombra que marca a escrita de Tolkien. O lançar-se numa jornada cega, o saber que nunca mais será o mesmo, o medo e, ao mesmo tempo, o ímpeto de abandonar o lugar seguro, fazendo “adivinhas no escuro” é o que me encanta nessa história. Pra mim, O Hobbit é um livro sobre o lar: o lar perdido, o lar a recuperar, o lar que se deixa para trás, o lar que, como diz o clichê, é onde o coração está.


Vamos falar de vilões? Esperei o filme todo por Smaug porque não sabia se ele apareceria ou não......e, gente, emoção!!! (Faltou pouco para dar gritinhos...rs). Já que estou no momento confissões vergonhosas, preciso também dizer que eu tenho medo dos orcs. Tenho mesmo, gente. E aquele Azog vai me assombrar por eras. E, como se não bastasse, há o Necromante, personagem que me deixou muito curiosa, tanto no livro quanto no filme. Faz parte do Projeto Tolkien 2013 saber mais sobre ele.


Você vê a genialidade do diretor nas pequenas coisas e, concordo com a Morgana (do Literalmente Vlogando): o link que Peter Jackson fez entre O Hobbit e Senhor dos Anéis foi sensacional!





Bom, gente, durante 3 anos eu fui sozinha ver cada filme pela primeira vez porque queria que aquele momento fosse apenas meu. 10 anos depois, lá estava eu, de novo, indo sozinha ver essa jornada começar. E eu confesso: estou amando que sejam 3 filmes. Queria que Peter Jackson fizesse infinitos filmes sobre a obra de Tolkien.

Amei O Hobbit, não apenas porque sou fã, mas porque eu vi o perfeccionismo e a dedicação de Peter Jackson em cada cena. As imagens iam surgindo e parecia que eu estava lendo, era tudo tão fiel, tão perfeitamente retratado. Além disso, mesmo as partes em que o diretor fez uso da licença poética...o fez muito bem.

Termino esse post destacando uma linda mensagem de Tolkien e uma certeza minha:

A. Deter o mal não depende dos grandes feitos, mas dos pequenas e diárias ações.

B. Não é o raciocínio que nos difere dos demais animais, mas a nossa capacidade de sonhar.

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