23 janeiro 2013

Continue a nadar #6


Olá pessoas,

Pensaram que a coluna havia sumido? Nada disso!

O assunto de hoje me veio à cabeça por causa dos livros infantis que recebi e da ideia de reservar um espaço aqui para quem está começando a pegar gosto pela leitura, quem está começando a atravessar essa fronteira mágica, surreal, encantadora, apaixonante e, felizmente, sem volta.

Muita gente se apaixonou pelo livro do Pequeno Príncipe, muita gente começou a ler com as revistinhas da Turma da Mônica, outras tantas foram levadas pelas mãos de Monteiro Lobato, mas o que vem imediatamente à minha mente quando penso em como começou meu hábito de leitura não faz parte desse universo, embora eu os tenha lido com prazer e olhos brilhando.



Tudo começou com discos de vinil (#jurassica!) coloridos e em tamanho menor que contavam historinhas dos 3 porquinhos, Chapeuzinho vermelho, Branca de Neve e outras que minha mãe colocava pra tocar na minha vitrolinha vermelha em forma de mala, todas as noites antes de dormir. 


Até hoje ela diz que eu enchia o saco, pedindo a mesma historinha milhares de vezes, tendo decorado de tanto ouvir. Eu era bem pequena, nem tinha ido pra escola ainda, mas histórias já povoavam a minha vida.




Daí para os livros físicos, foi um pulo. Guardo até hoje, no maleiro, no coração e na memória a coleção Tesouro Disney capa dura que minha mãe e eu montamos através de selos de banca de jornal. 




Aliás, ir à banca de jornal, aos domingos, buscar o novo exemplar era uma aventura que eu enfrentava com frio na barriga de tanta ansiedade. Eu ainda não sabia ler, desenhava as primeiras letras, mas minha mãe lia pra mim. E sim, eu pedia pra ler a mesma historinha diversas vezes.



Além de ter o enorme estímulo em casa, eu lembro claramente das minhas aulas de português em que a professora reservava um dia na semana (ou 2, não lembro mais) para leitura e, sabem como ela fazia isso? 

Levava-nos para uma quadra que ficava num lugar super silencioso, cheio de árvores, espalhava os colchonetes e nos deixava lendo em silencio por 1h hora ou mais. É uma das sensações mais gostosas da minha infância; ainda agora quando recordo, sinto a brisa batendo no meu rosto e se misturando com as histórias da bruxa Caburé (cujo nome do livro nunca consegui lembrar/encontrar). 

Eu era pequena e lembro nitidamente: ler sempre foi um prazer e, por isso, continua a ser. Por isso, se você puder oferecer um livro, estimular uma criança a ler e, melhor, se puder proporcionar uma experiência agradável durante a leitura, isso pode fazer toda a diferença na relação dela com os livros.

E você aí, como nasceu seu amor pela leitura? Conta aqui!

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