25 janeiro 2013

Desafio Literário 2013 - Janeiro


Olá pessoas!

Hoje é dia resenha e essa é especial porque o livro em foco faz parte do Desafio Literário 2013



Topei esse Desafio porque achei mais simples e, consequentemente, mais viável para mim. Cada mês tem um tema, que vocês podem conferir clicando no banner na lateral do blog e, pra Janeiro,  ficou tema livre. Aproveitando a deixa, escolhi ler Marina e descobrir se Carlos Ruiz Zafón é mesmo tudo isso que dizem dele.


Duas palavras: Sim, é.

Comecei a leitura morrendo de medo porque as minhas expectativas estavam estratosfericamente altas e, quando isso ocorre, é muito comum que a gente se decepcione no mesmo nível, mas, felizmente não foi isso que aconteceu.

Marina se passa entre 1979/1980 e conta a história de Óscar Drai, um garoto de 15 anos que estuda/mora em um colégio interno em Barcelona. Sua curiosidade, aliada ao tédio, faz com que um dia ele encontre uma menina cujo nome dá título ao livro e esse encontro traz mudanças significativas em sua vida. Foi fascinante acompanhar que o mundo de Oscar, que se resumia às paredes do colégio, de onde não saía nem mesmo nas férias, já que seus pais viviam viajando pelo mundo, ampliou-se de forma incomparável pela presença de duas pessoas: Marina e seu pai.

O livro mostra de forma comovente e viciante a viagem de Oscar por um mundo de sentimentos novos, desde o amor, que vai crescendo como um não-sei-que, passando pelo medo diante de uma série de acontecimentos estranhos, sem sentido, perigosos e terrivelmente assustadores, até chegar à melancolia que, na verdade, passeia por todo o livro, infiltrando-se na escrita poética e marcante de Zafón. 

Destaco o elemento mais inusitado, para mim: o cenário de terror criado por Zafón. Foi surpreendente, bem amarrado, a forma como a história foi contada foi surrealmente boa, cativante. Impossível parar de ler. Uma pitada de Frankenstein, um tantinho de O médico e o monstro e mais um milhão de referências que certamente estão ali e irão aflorar pra cada leitor, a partir de suas outras leituras.

Impressões gerais:

A capa é belíssima, mas a Marina daquela imagem ficou bem diferente daquela que criei na minha cabeça pelas descrições de Oscar. Igual, só o vestido. A narrativa de Zafón é irretocável. Suave e poética em alguns momentos, forte e pra quebrar nosso espírito em outros. Inspirou medo, fiquei com frio na barriga sem saber o que aconteceria, emocionei-me com muitas cenas, me encantei junto com Oscar, caminhando imaginariamente por uma Barcelona mítica e, ao final do livro, foi impossível não expressar o: já?!

Marina foi um grato encontro com histórias de amor (diversas, plurais e intensas), de memórias, de saudades e de excelente terror.

Encerro a resenha agradecendo a todos aqueles que me indicaram Marina, que atestaram a beleza da escrita de Zafón. Só tenho um arrependimento: não ter lido antes.

Um beijo e até mais!

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