26 fevereiro 2013

Das séries que me indicaram - Perception

Olá pessoas!

Esse moço bonito aí no cartaz é o protagonista de uma série da TNT, que me foi recomendada pela Nine, do Estante da Nine, e poderia ser mais uma das milhares de séries em que um cara inteligente trabalha em parceria com o FBI na solução de casos complicados.

O Dr. Daniel Pierce é, de fato, brilhante, ensina neurociência numa Universidade (incrível! Meu sonho de Universidade é aquilo...) e, vejam só, tem o diagnóstico de esquizofrenia paranóide. Ele presta consultoria ao FBI através de seu contato com Kate Moretti, sua ex-aluna, mora em companhia do professor assistente Max Lewicki, contratado para lhe ajudar a discernir alucinações x realidade, conta com a amizade do reitor e tem como melhor amiga, Natalie, com quem protagoniza excelentes cenas de debates.

Vejam bem, eu disse lá em cima que bem “poderia” ser mais uma dentre outras tantas séries, porque Perception traz 03 elementos que me cativaram de cara:

1. Os casos investigados são simples e os métodos de investigação são igualmente simples. Se você, como eu, acostumou-se a ver cenários, técnicas e equipamentos mirabolantes em séries como CSI, Bones e etc, pode esquecer tudo isso, porque a investigação aqui é old school. Visitas, interrogatório, ligações telefônicas, troca de favores entre departamentos, é assim que os casos são desvendados;

2. A abertura e fechamento de cada episódio é um trecho de aula de neurociência do Dr. Pierce, o que rende frases e reflexões bem interessantes;

3. O personagem principal não é excêntrico. Ele tem um transtorno psiquiátrico, de verdade, e ver a forma como ele lida com isso foi uma das coisas que eu mais gostei. 

Li um artigo que criticava a série por achar muito leve e, consequentemente, não mostrar o sofrimento associado ao adoecimento. Sério, gente, acho que a pessoa não viu os mesmo episódios que eu, porque se Perception não mostra as dificuldades e sofrimentos do portador de transtorno psiquiátrico...quem deve estar alucinando sou eu. É claro que algumas conclusões diagnósticas do Dr. Pierce parecem rápidas, mas, gente, é uma série de TV, não um documentário! Além disso, alguns sites disseram que a série é uma mistura de The Mentalist com House. Já assisti ambas e não considero assim; a personalidade, que pode parecer antissocial, do Dr. Pierce advém do seu receio de estabelecer relacionamentos já que tem dificuldade em identificar o que é verdade e o que é alucinação. Uma das passagens mais bonitas é quando ele diz que não queria que as pessoas soubessem de seu diagnóstico para que elas não agissem com ele baseado nisso. É triste, mas muito verdadeiro: as pessoas, muitas vezes, não se relacionam conosco, mas com os nosso rótulos.

O que realidade? 
De que modo a nossa percepção condiciona o nosso comportamento?
O que é ter um transtorno psiquiátrico? 
Como manter uma relação saudável com os medicamentos?
 Como lidar com o portador de transtorno psiquiátrico? 
Como reconhecer a validade de seu discurso? 

Tudo isso é discutido, em alguma medida, nessa série que teve sua primeira temporada encerrada em 30 de janeiro de 2013 e me deixou super ansiosa pelo que vem por aí, afinal, os episódios finais abriram margem para grandes mudanças na vida do Dr. Pierce e todos que convivem com ele.



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