04 fevereiro 2013

E o Carnaval vem aí...


Olá pessoas, tudo bem?

Enfim chegamos à semana do Carnaval. É, isso mesmo, se você se perdeu no calendário, pode se atualizar pois, pelo menos aqui em Salvador, o Carnaval oficialmente começa nesta quinta-feira. Se bem que, falar de oficialidade, nessa festa é meio complicado, afinal, o a festa de Momo carnaval é oficialmente aberta na quinta à noite...mas já tem trio saindo no meio da tarde, tanto na Barra quanto no Campo Grande.

Opa, coerência pra que, né gente?

Mas, é isso aí, o motivo que me traz aqui é, como boa soteropolitana, criada no mar e no dendê, compartilhar com vocês algumas coisas que fazem parte do Carnaval da minha terra:

Comecemos pela corte: gente, que lástima, a rainha e as princesas desse ano são feias. Feias mesmo. Desculpaê, mas são. E não me importa se é de Carnaval, mas, para mim, membros da nobreza, no Carnaval, devem ser elegantes e bonitos. Estes não são e olhe que tinha sim candidata bonita, porque eu vi na TV.

E o Rei Momo? Outro fiasco, requentado do ano passado, usou a mesma fantasia (ele disse), não levou torcida e não estava animado. #comolidar?

Não sei se vocês notam pela TV, mas a quantidade de camarotes é uma coisa absurda, eles quase disputam a tapa cada cm e cobram uma fortuna por estruturas que não passam de quadrados de madeirite com banheiros químicos disfarçados. Acredite, esses espaço, que se dizem a ilha de conforto no mar de gente e bagunça do Carnaval, normalmente abrem por volta de 14h e fecham por volta de meia noite. Alguns funcionam até às 4h, mas são exceção. 


O que você faz antes de 14h e depois de 12h, só seu anjo da guarda poderá responder.

Três coisas me intrigam, em especial:

1. Mulheres que usam salto alto, e quando digo alto, entendam salto acima de 10cm para o carnaval;

2. Namoradas que contam os colares do namorado que sai de Gandhy, na ida e na volta. Ok, alguém conta pra elas que os colares são vendidos em cada esquina;

3. Quem paga pra sair num bloco chamado Me Ama, cujo cantor é André Lelys?! Sério, gente. Se Durval Lelys é duro de aguentar, imagina o irmão que parece um boneco de posto em cima do trio?

Falando em Durval, o noticiário diz que ele faz surpresa sobre o personagem que encarnará este ano. Surpresa para ...er...quem? Alguém ainda vibra com isso? De verdade? Cada vez que ele emenda a Dança do Vampiro, a Dança da Manivela, a Dança da Tartarura e chega ao cúmulo do Asa arrêa, meu coração palpita, me informando: é mais do que eu posso suportar, viu.

Aí a gente pensa na moda do Carnaval e lembra dos abadás? Junto com as sandálias crocs e as meias pretas com tênis, são a coisa mais feia, mal feita, sem novidade e calorenta do universo. E o povo ainda usa isso depois, nas academias e orlas da vida. Deveria ter pena de morte pra isso. #justsaying

Ao longo dos dias, pra esquentar e aguardar a chegada da folia, vou tecendo meus edificantes comentários por aqui, mas, saibam, desde já que concordo com Ricardo Chaves: o carnaval de Salvador está chato. Ok, o Ricardo também é meio chato, mas isso não impede que ele tenha razão.


A mesmice impera: cantoras fazendo coletivas pra falar de suas fantasias (nas roupas e nos delírios de ego), troca de cantores de bandas com consequente estréia de pessoas insossas e sem noção, decoração atendendo mais ao marketing que ao senso estético, cordeiros que empurram os pipocas, que empurram de volta, que apertam o participante de bloco, que grita tô pagando, que chama atenção da cantora, que parou pra render homenagem ao camarote do patrocinador, que tá cheio de celebridades cujos nomes não dá tempo de aprender porque é com velocidade de cometa que eles vêm e vão.

 É... sabe aquele negócio que os antropólogos falam sobre o Carnaval ser o tempo de tirar férias de si mesmo? Definhou e morreu.

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