31 março 2013

Desafio Literário 2013: Fernão Capelo Gaivota


Olá pessoas!


Vim cumprir uma tarefa complicada: resenhar o livro do mês de março do DesafioLiterário 2013, cujo tema foi “animais protagonistas”. Sabendo que não poderia comprar livros por causa da rehab e não tendo na minha modesta biblioteca um livro que se encaixasse, optei pelo e-book de Fernão Capelo Gaivota, por atender ao tema e ser curto (detesto ler no PC).


Ao terminar a leitura fiquei pensando no que dizer aqui: se recomendaria ou não. Bom, se você gosta de autoajuda, se arrisque, o livro é curtinho e a mensagem é aquela velha conhecida: o poder está dentro de você, nós costumamos impor limites à nossa existência e, quando derrubamos esta barreira, ganhamos a liberdade. Enfim, se acreditarmos, podemos fazer mais do que achamos ser possível.

Acontece que eu não gosto de livros de autoajuda (me refiro a livros definitivamente nesta linha; romances comuns, na minha opinião, podem cumprir esse papel com muito mais propriedade, através de seus personagens, sem a chatice moralizante/forçadamente motivadora). Acho chato, repetitivo e pretensioso. 

Além disso, acho que, algumas vezes, pode ajudar a reforçar o sentimento de fracasso e inferioridade, afinal, se o livro afirma que todos podem, basta querer, focar, se esforçar....aquele sujeito que não consegue algo (não falo materialmente, ok) pode confirmar a sua tese autodepreciativa de que ele é mesmo um nada, que nem se esforçar consegue.


Fonte da imagem: Submarino

Entretanto, já sugeri em outra resenha (A arte da imperfeição) que, quase sempre a gente tira algo bom de um livro, mas que não goste dele. Nesse sentido, Fernão Capelo Gaivota não perde completamente seu valor na medida em que nos lembra que a realidade (única, estática e definitiva) não existe – criamos a realidade ao nosso redor através da percepção que temos dela. Ex: alguém que não se dispõe a interagir por achar que as pessoas são ruins ou não valem à pena, dificilmente será bem recebido por outras pessoas, o que, por sua vez, reforçará a sua ideia inicial. 

Enfim, podemos e devemos variar as nossas lentes a fim de vermos paisagens diferentes.

Um beijo e até mais!

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