01 março 2013

O que li: Napoleão (André Maurois)


Olá pessoas,



 a resenha de hoje, não será, na verdade, uma resenha e sim, mais um relato da minha experiência ao de ler uma biografia. Antes de começar a falar do livro, eu preciso dizer: eu tenho enorme resistência a ler biografias. Todas as que li até hoje foram chatas, ou melhor, eu achei chatas. Lia até o final pela minha mania de terminar os livros, na esperança de encontrar uma frase, uma ideia, uma passagem que salvasse a experiência.


Como eu já disse diversas vezes, um dos motivos que me faz ter parceria com editoras é conhecer autores/gêneros novos e tentar quebrar meu preconceito com autores/gêneros que não me são muito queridos, digamos assim.

Foi assim que chegou às minhas mãos o livro “Napoleão”, do autor André Maurois, publicado pela parceira editora Globo. Fiquei surpresa (e feliz! \o/), já que não havia solicitado e, ao mesmo tempo, animada: será que está é a biografia que ganhará espaço para o gênero em meu coração?



Não, não foi.

“Napoleão” é um livro belíssimo, desde a capa, qualidade do papel, fotos e texto. Mas, a escrita não me ganhou. Acho que o autor se apegou, demasiadamente, às descrição dos fatos históricos e isso tornou a narrativa enfadonha.



Ok, enquanto escrevia, eu mesma pensava: mas se trata de uma personalidade histórica! 

Sim, mas isso não quer dizer que os acontecimentos não pudessem ser narrados de modo...como dizer? mais costurado. Em alguns momentos, senti como se André Maurois fosse listando uma série de eventos, campanhas, batalhas, vitórias e derrotas, enquanto os elementos sobre como Napoleão se portou nesses momentos, o que falaram sobre os sentimentos dele, suas reações, tudo isso tenha ficado em segundo plano.

O Napoleão histórico, a gente conhece e é realmente fascinante, mas eu esperava conhecer um pouco mais do Napoleão homem. É claro que isso aconteceu em alguns momentos, e foram aqueles em que a leitura deslanchou de forma deliciosa, como, por exemplo, quando se tratou de sua voracidade na leitura, seu raciocínio estratégico, a história de sua família, seus envolvimentos amorosos (vocês conseguem imaginar Napoleão escrevendo cartas enciumadas? Pois...acreditem!) etc.

Uma passagem que faço questão de destacar aqui e que, certamente, levarei como aprendizado para a vida, se refere à seus traços de caráter:




Não foi à toa que Napoleão figurou e figurará entre os grandes. Seu biografo, André Maurois também não foi um anônimo, afinal, foi um dos mais respeitados homens de letras da França na 1ª metade do século XX. 

Essas duas credenciais já valem, pelo menos uma olhada no livro. Se você gosta de biografias e/ou tem admiração especial por Napoleão, acho que encontrará aqui um entretenimento de qualidade. 

No meu caso, talvez a alta expectativa ou, quem sabe, a falta de atração mesmo por esse gênero, não fez com que incluísse Napoleão nas minhas melhores leituras.

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