01 maio 2013

Resenha: Os Doze (Justin Cronin)


Olá pessoas, tudo bem?

Hoje teremos resenha da minha melhor leitura de 2013 (até agora) e uma das melhores da vida: Os Doze, livro gentilmente enviado pela editora parceira Arqueiro. Entretanto, preciso dizer o quanto fiquei surpresa ao me dar conta da afirmação acima, afinal, esse é o livro 2 de uma trilogia, e eu pergunto:

Para que serve o livro 2 numa trilogia?

Eu costumo chamá-lo de livro transporte: aquele que te pega no final do livro 1, quando você ficou entre o choque e a ebulição dos acontecimentos e te faz atravessar a ponte, soltando do outro lado, no livro 3, quando os eventos terão seu desenlace. Certo?

Não nesse caso, porque Os Doze é bem mais que isso.

Logo de cara, Justin Cronin afasta todo e qualquer receio de que a gente tenha se perdido na história de A Passagem e não lembre as coisas para seguir em frente; ele faz uma retomada excelente, em um formato bem criativo e é como se você fosse transportado para dentro da história. A partir daí, é só se entregar a servidão voluntária e reencontrar Alicia, Peter,e cia, só que, 5 anos depois dos acontecimentos do livro I.

Preciso dizer que acho que Justin Cronin fez escola com George Martin. rs... E, sabe o que é mais triste nisso? O cara constrói personagens aos quais você se apega, mesmo quando eles têm aparições rápidas! Além disso, ele mistura fá, crueldade, esperança, desespero...coloca tudo no mesmo balaio, chacoalha e te apresenta um enredo arrebatador.

Como o nome já anuncia, temos neste livro a oportunidade de conhecer melhor a história dos Doze, ou seja, os virais originais, as cobaias, além de nos aprofundarmos em outros personagens apenas vislumbrados no livro I. Também somos apresentados a personagens novos, afinal, outros cenários aparecem já que muita coisa mudou nesses 5 anos. Por falar nessas mudanças, o que dizer da “versão de Cronin do Holocausto”. É aqui que ele veste a história da capa distópica e dá um banho de metáforas como a “Pátria”, os “colas” ou “agentes de recursos humanos” e os “olhos vermelhos”. 


Destaco ainda a belíssima relação entre Peter e Alicia, sendo esta uma das personagens femininas mais bacanas que já conheci. (Sim, eu gosto muito mais dela que da Amy e já morro de saudades dos personagens!)

Concluo essa resenha recomendando MUITO que vocês conheçam a sensacional escrita de Cronin. Que não tenham medo das 815 páginas de A Passagem, nem da continuação em Os Doze. Espero que nos filmes a apresentação dos Doze esteja a altura do livro, porque, devo dizer que são vilões realmente impactantes. A temática do vampirismo, porque, sim, os virais são uma espécie de vampiros, é muito bem trabalhada em relação à imortalidade, a fuga da dor e o desejo sempre incessante e insatisfeito de amor. 




Acabo de me dar conta de que, talvez, a trilogia, e, especialmente Os Doze, é, paradoxalmente, um livro sobre o amor, em suas diversas formas, perdas, buscas, medos e reencontros, me lembrando muito o também excelente Deixa ela entrar (John Ajvide Lindqvist)

Pra fechar com chave de outro, Cronin deixou um gancho, como dizia Renato Russo, “de enlouquecer gente sã”!

E aí, tá esperando o que pra catar seu exemplar e começar a ler?

Um beijo e até mais!

2 comentários:

Isabella Almeida disse...

to querendo mto compra esse livro,só q ta dificil achar os 12.vc compro ou leu on?

Isabella Almeida disse...

vc comprou ou leu on?ond vc compro os12?