09 julho 2013

Meu amor, meu bem, meu querido (Deb Caletti)

Olá, pessoal!

O livro de hoje é Meu amor, meu bem, meu querido, da autora Deb Caletti, enviado pela editora parceira Novo Conceito.

Antes de qualquer coisa, eu gostaria de pedir que vocês não se assustem com o título desse livro. Sim, é a tradução certinha do título original e havia me dado a impressão de ser a coisa mais melosa EVER. Quando comecei a ler, dei de cara com um casal totalmente mergulhado no clichê e pensei em abandonar a narrativa da Deb Caletti porque houve zero originalidade nesse ponto. 

Mas, eu segui em frente e tive uma grata surpresa: 
Meu amor, meu bem, meu querido é MUITO legal.

É um livro que fala de relacionamentos e os erros e acertos inerentes a todos eles, sejam entre apaixonados, mães e filhos, amigos etc. Além disso, o que mais me surpreendeu e agradou foi ter idosos como personagens de destaque. Ok, há muitos livros com e sobre idosos, mas, geralmente sobre adoecimento, morte, separação e coisas do tipo. Aqui é diferente.

Tudo começa com um romance instantâneo entre uma menina certinha e um badboy. Perigoso, atraente. Furado. Vou pular esta parte, porque, realmente, não é o melhor ângulo da história. Só um meio (fraco) para um fim legal.

Vamos ao que interessa: idosos são pessoas sábias, tranquilas, ponderadas e caseiras. Certo?

Certo é o caramba! Dispa-se de seus preconceitos e conheça as Rainhas Caçarola, as idosas (+ um idoso e uma bibliotecária) que fazem parte de um clube de leitura e protagonizam essa divertida e sensível história.

As Rainhas Caçarola estão lendo um livro cujo autor elas desconfiam que tenha sido o grande amor de uma das participantes. Esta não é mais tão ativa no grupo, pois sofreu um AVC e suas filhas acreditam que participar dos encontros é muito mobilizante para ela. Assim, preferem interná-la numa casa de repouso. Antes de qualquer coisa, as Rainhas Caçarola são românticas e encaram como uma questão de honra tornar esse amor real novamente. É aí que a aventura começa.

Deb Caletti nos lembra, de forma divertida e suave, que os idosos têm uma história, sonhos, sede de aventura, ingenuidade, romantismo e muita, muita energia. Isso deveria ser óbvio, mas não é. E, por isso mesmo, essa história é tão bacana.

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