04 outubro 2013

Vamos falar de séries de TV: Hemlock Grove

Sim, minha gente, ainda falo de séries de TV nesse blog, acreditem!


Hoje vou falar de Hemlock Grove, do canal Netflix, cujo único contato que tenho é através dos inúmeros e piscantes anúncios de assinatura. A série é baseada no livro de Brian McGreevy, lançado em 2012, estreou em abril de 2013 e ja foi renovada para uma 2ª temporada em 2014.

Mas, antes de falar da série propriamente dita, deixem-me destacar uma coisa: a resenha de hoje é especial porque faz parte de uma postagem em parceria com o blog De coisas por aí (CLIQUEM AQUI E CONFIRAM!).

Como assim?

A Melissa Padilha (minha amiga querida!) é parceira da editora Leya e recebeu o livro que deu origem à série. Eu já estava com o piloto aqui, aguardando a oportunidade/vontade de me aventurar em mares desconhecidos. Foi aí que tivemos a ideia: ela leu e eu assisti e cada uma fez sua resenha sem saber das impressões da outra. Agora, convidamos vocês a lerem as duas resenhas e conhecer as semelhanças e diferenças entre livro e série. 

Topam? *pra gente também vai ser surpresa!*


ATENÇÃO: esse post é fruto das impressões de quem apenas assistiu ao piloto, porque eu realmente queria saber da minha PRIMEIRA impressão.



O episódio começa e essa parece ser mais uma série como tantas outras. O cenário é uma cidade pequena, pacata, recheada dos clichês possíveis, conhecidos e desejáveis: lanchonetes, bad boy charmoso, famílias ricas, casas sombrias, floresta atraente e misteriosa, ou melhor, atraente porque misteriosa, e adolescentes. Pilhas deles.

Os primeiros acontecimentos em Hemlock Grove quase me fizeram dar outra olhada na sinopse e confirmar, se, de fato, se tratava de uma série sobrenatural, mas aí é que reside o pulo do gato. Esses mesmos acontecimentos, inicialmente mostrados como banais, são novamente apresentados com pequenos, sutis, mas fundamentais detalhes que confirmam: sim, Hemlock Grove é uma série de terror. E muito.

Vampiros, ou, como chamados na série, upirs, lobisomens e outras criaturas estranhas e nada humanas, mas cuja definição não fica clara no piloto compõem os personagens dessa história que, devo dizer, me pegou de jeito.

O ponto de partida para a ação é a morte de uma jovem cujo corpo é encontrado dilacerado; dá-se início à investigação e os suspeitos começam a aparecer. Enquanto isso, presenciamos a chegada de mãe e filho para morar em um trailler abandonado no meio da floresta; o estilo hippie e a conversa estranha não nos dão nem pista de quem ou o que eles possam ser, mas, creiam, eles protagonizam a melhor cena de transformação EVER. Ao mesmo tempo, conhecemos Roman Godfrey (interpretado por Bill Skärgaard, que é irmão de Alexander Skärgaard, o Eric de True Blood!), herdeiro de uma família tão rica quanto estranha; sua mãe é uma espécie de viúva negra que mantém uma delicada relação com o cunhado. Nessa família ainda há a irmã de Roman, uma jovem de quase 2 metros de altura, com metade do rosto deformado e um andar ao estilo Frankenstein. De quebra, ainda temos uma aspirante a escritora que sempre está no lugar errado e faz perguntas nas situações mais complicadas, sempre justificando querer entender e usar como conteúdo para seus escritos. Hum, sei...


Roman foi o personagem que mais gostei, não necessariamente porque ele é o protagonista e é um charme, mas porque ele me parece imprevisível, daqueles personagens que podem ser altamente doces, mas também altamente kamikazes.

Enfim, pra saber mais, tanto eu quanto vocês teremos que assistir aos demais episódios, coisa que certamente farei. 

Eu sei que há milhares de séries cheias dessas criaturas, mas, como já disse em outras oportunidades, o problema não é o clichê ou a repetição de tema/personagem, mas a forma como esses elementos são trabalhados e acho que não vou me arrepender de apostar minhas fichas em Hemlock Grove. Assim espero.

Confiram o trailler:

Nenhum comentário: