17 março 2014

Alta fidelidade (Nick Hornby)

Olá pessoas,

vamos falar de Alta fidelidade, livro super badalado do autor inglês  Nick Hornby, publicado em 1995.

Confesso: eu fui com muita sede ao pote, procurando um livro arrebatador e Alta Fidelidade não conseguiu aplacar completamente minha sede.

É bom? É. Muito, do tipo, daria 3,5 a 4 estrelas*.

Acontece que, sinceramente, eu suspeito que tenha gostado do livro mais pela identificação com a faixa etária (pós 30) e os questionamentos decorrentes do que pela história.

*Nessa parte algumas pessoas vão pensar: Nayara, tá maluca, você deu quase 4 estrelas mas disse que se decepcionou?! Gente, eu queria ser arrebatada pelo livro e não fui. Não virou livro da vida, entenderam?

Alta fidelidade conta a história de Rob, um inglês de 30 e poucos anos que nos apresenta o TOP 5 de foras que já levou; faz isso para comprovar que o mais recente fora não tivera, na verdade, tanto impacto na estruturação de sua vida amorosa, já que, supostamente, os eventos na adolescência seriam muito mais marcantes.

Só esse começo já faz com que você se interesse em saber o que vem a seguir, né?

Nick Hornby traça a vida de seus personagens com um ritmo excelente; essa, certamente, é uma leitura que não te cansa. Ao contrário, você se surpreende com alguns acontecimentos, se diverte, inclusive, ao identificar-se em algumas passagens. Mas, ao mesmo tempo, paira no ar uma nostalgia, uma melancolia.

Quase uma doce tristeza, sabe como é? Traços de uma constatação conformada de que, aquelas ilusões que você tinha, seus castelos de areia, enfim, ruíram. Você, finalmente, é aquele cara, aquela mulher tão distante, no futuro, mas....sabe aquela vida bacana, cheia de gente fina, elegante e sincera que te foi prometida? Pois é...havia letras pequenas no rodapé do contrato.

Enfim, Alta fidelidade trabalha com o simples, o cotidiano, mas que, por isso mesmo, nunca é fácil. 

E se você, depois dos 30, olhasse pra trás, o que veria? 

Quem era você aos 16 anos e onde achava que estaria, aos 30?

Perguntas aparentemente bobas, mas, que, uma vez feitas, podem despertar demônios adormecidos.


Um beijo e até mais!

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