15 março 2014

O último dos moicanos (James Fenimore Cooper)

Olá pessoas,

Hoje é dia de O último dos moicanos, livro publicado pelo autor James Fenimore Cooper em 1826.

Sinto muitíssimo em dizer o quão decepcionante foi essa leitura. Maçante, arrastada, sem brilho. Levei até o final única e exclusivamente pelo desejo de saber se os eventos conduziriam a final semelhante ao do excelente filme de 1992, dirigido por Michael Mann.

Pela primeira vez eu digo: o filme é melhor que o livro.

A história é simples: em 1757 o forte inglês William Henry está cercado por soldados franceses e índios aliados destes. Duas jovens, Cora e Alice Munro, filhas de um oficial inglês, precisam ser escoltadas a fim de se reunirem a seu pai. Magua é um índio contratado como guia para levar, junto com o oficial Duncan, em segurança, as jovens. O que elas nem os ingleses sabiam é que, na verdade, Magua era aliado dos franceses e tudo não passava de uma armadilha. No caminho, Nathaniel, o branco criado entre os índios, Uncas e seu pai Chingachgook se dispõem a ajudar as jovens e Duncan a se livrar das investidas cruéis de Magua.

Essa base é a mesma no livro e no filme, mas o que destoa, e muito, é o ritmo da narrativa. Ok, queridos, são linguagens diferentes, o cinema e a literatura, eu sei. Mas, guardadas as devidas proporções, no livro eu senti muito menos o ritmo de aventura presente no filme; era como se todas as ações fossem mornas, sem nunca chegar ao clímax.

Quanto aos personagens, creiam, achei todos superficiais no que tange a descrição de suas personalidades e delineamento de ações; não consegui enxergar aquelas pessoas, nem sentir a movimentação da relação entre eles. Coisa que no filme ficou muito melhor. Os diálogos foram outro ponto fraco. Parecia tudo um grande esboço que ainda seria lapidado. Mas não foi.

As cenas se sucediam e eu só pensava: será que falta muito para o fim? Triste, mas é verdade.

O que mais me irritou foi perceber que a relação entre Nathaniel, Uncas e Chingachgook, tão bonita no filme, simplesmente não era daquele jeito no livro! Cadê a relação de irmãos entre Nathaniel e Uncas? Cadê o amor de Chingachgook por seu filho branco? Cadê a identificação de Nathaniel com seu povo indígena?  

Uma sombra pálida daquilo que eu havia amado no filme.

E o romance? Sim, tinha romance no livro, mas tão pobre, tão insípido, tão sem noção que nem vale comentários. Não me incomodou tanto que tivessem invertido os casais no filme, quanto ler aquela perda de páginas sem sal nem pimenta.

James Fenimore Cooper, shame on you.

Eu quero acreditar (#arquivoxfeelings) que a tradução pode ter comprometido o ritmo da história e minha conexão com ela, por isso pretendo ler esse livro em inglês, em alguma oportunidade (no bookdepository tem umas versões com capas lindas! ), quando minha birra tiver passado.

PLUS:

Em meados de 2013, falou-se sobre a FX produzir uma minissérie baseada nesse livro de Cooper, mas, até agora nada saiu e nenhuma atualização foi comentada. Esperemos!

Enfim, se vocês quiserem ler, por sua conta e risco, leiam. Eu recomendo muito mais o filme. Tem resenha dele que eu fiz em 2012, AQUI.

Se tiverem lindo, por favor, compartilhem suas impressões (me digam que eu li uma versão ruim...rs)


Um beijo e até mais!

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