29 maio 2014

O começo de tudo (Robyn Schneider)

Olá pessoas!

Simbora falar de um livro que me atraiu porque 1. Tem capa amarela e 2. Foi citado como uma leitura muito legal pela Ju Poggi, do excelente Caraminholas de JPO começo de tudo, da autora Robyn Schneider, enviado como cortesia pela editora Novo Conceito, parceira do blog.

A história do livro é o clichê do clichê: Ezra, um rapaz popular na escola, o rei do baile e esportista de futuro promissor, sofre um acidente e vê sua vida virar de pernas para o ar. A partir daí ele vai precisar se reconstruir e os diversos encontros e reencontros com que irá se deparar ajudarão (ou não) a trilhar esses novos caminhos.

Clichês não me metem medo; já li muitas coisas aparentemente de condução óbvia, mas que foram excelentes surpresas, assim como já li ideias altamente originais que não se mostraram sendo mais que um atestado de falta de capacidade de sustentar uma boa história. Sendo assim, lá fui eu ler.

Alguns livros trazem uma experiência de leitura difícil de definir, de colocar em palavras. O começo de tudo é um deles. Eu seria muito injusta se dissesse que não gostei do livro. Mas, também seria falsa se dissesse que gostei muito.

A leitura foi rápida, o texto é correto, a escrita é clara, redonda e, em muitos momentos, bem gostosa. A história é comum sim, mas, nem por isso teria, necessariamente, menos beleza. A mágica do cotidiano é algo que sempre me encanta. Acontece que eu fiquei o tempo inteiro esperando um clímax que não veio, esperando um algo mais que roubasse meu fôlego. Sabe aquela sensação de que faltou sal na comida? O mais frustrante foi ver que havia, o tempo todo, uma promessa disso acontecer, mas a autora chegava à borda, tocava e voltava.

Acho que muita atenção foi dada à Cassidy, uma misteriosa aluna que chega à escola de Ezra e o tira completamente da sua zona de conforto, e, em especial (e essa parte foi bem bacana!) faz com que ele comece a questionar o quanto e coloca a serviço da vontade/expectativa  dos outros, relegando seus desejos à invisibilidade. 

Ao mesmo tempo, acho que foi dada pouquíssima atenção à Toby, o personagem mais legal da história. Toby, que teve um evento marcante na infância, que perdeu um amigo e soube reconstruir, com incomparável generosidade, uma ponte para encontrá-lo. Sensível, inteligente, engraçado, confuso. Toby que estava na escola “a espera de...”, quem sabe, de ser tudo aquilo que aquele lugar e aqueles laços não permitiam que ele fosse.


Vale destacar que, apesar de seguir morno o tempo todo, O começo de tudo tem um dos últimos capítulos mais delicados e bonitos que já li. Emocionou-me e me fez relê-lo só para sentir de novo a doçura daquelas palavras.

Dei 3 estrelas no skoob.

Um beijo e até mais!

*Este livro foi enviado como cortesia pela editora Novo Conceito, parceira do blog. As opiniões positivas ou negativas contidas nas resenhas refletem as minhas impressões, independentemente da forma de acesso (compra ou parceria) ao livro *

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