28 maio 2014

Postei isso em 2011...

mas a lembrança e relembrança é cada vez mais urgente:



"Os suplementos culturais, forçados pela política geral dos jornais a se dirigirem ao leitor menos exigente, dão mais e mais espaço a esses livros fast food, criando a impressão de que tais livros são tão dignos quanto um clássico antiquado qualquer ou que os leitores não têm inteligência suficiente para desfrutar da boa literatura. 
 (...) a indústria editorial precisa nos educar para a estupidez porque não nascemos naturalmente estúpidos. Pelo contrários, chegamos ao mundo como criaturas inteligentes, curiosas e ávidas de instrução. É preciso tempo e esforço imensos, em termos individuais e coletivos para embotar e por fim sufocar nossa faculdades intelectuais e estética, nossa percepção criativa e nosso uso da linguagem".

Alberto Manguel. A cidade das palavras.  p. 116.

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