24 junho 2014

Enquanto a chuva caía (Christine M.)

Olá pessoas, tudo bem?

Depois de ter lido um livro lindo, porém triste, que falava de memórias da infância e das sensações que nunca mais voltamos a sentir, eu queria e acho que precisava, ler uma coisa leve, divertida e com aquela sensação acolhedora que só os romances podem nos oferecer. Na minha frente, aparecia quase piscando Enquanto a chuva caía, lançamento da editora Novo Conceito, parceira do blog, e escrito por uma autora nacional, a Christine M.

Vocês já sabem, né? Os livros me chamam, então, lá fui eu conhecer a história de Erik e Marina, dois jovens de mundos completamente diferentes, mas que, por essas artimanhas do destino, acabam se encontrando. Ok, a artimanha foi menos casual e mais orquestrada, mas a armação nada tinha a ver com romance. Essa parte ficou mesmo por conta de Murphy e Cupido que resolveram dar as mãos e executar o serviço em parceria.

Marina mora em NY, é herdeira de uma empresa gigantesca e precisou assumir os negócios depois que seu pai se debilitou em consequência do Alzheimer. Erik é um “informante” da policia; na verdade, ele é um limpador dos vestígios deixados pelo crime. Digamos que seu espectro de valores morais é bem amplo.

Christine M. fugiu do estereótipo do desconhecido bonitão que aparece na vida da mocinha, na hora em que mais precisa? Não. Mas fez isso de uma forma tão gostosa de ler! Eu lia os encontros (e desencontros...) sorrindo, torcendo por eles, aproveitando as frases espirituosas, realmente me divertindo com o texto.

Confesso que o começo da descrição do personagem Erik me assustou um pouco; minha sensação era de que a história descambaria para uma daquelas maluquices em que um cara sem escrúpulos e agente das maiores atrocidades tem seus atos justificados por algum motivo torto. Não sei lidar com essas coisas. Ok, a linha entre bem e mal é tênue, pontilhada, mas há coisas que não dá pra relevar. Acontece que eu fui conhecendo Erik e ele foi se humanizando. E me ganhando. Já Marina me deixou na dúvida o tempo todo. Sabe aquela personagem que você quer confiar...mas não consegue? Pois.

Como pontos negativos, eu destacaria o final que ficou um pouco mais meloso do que eu esperava e gostaria, mas nada que comprometa a história. O desenrolar do mistério, que foi a história toda num ritmo bom, finalizou-se de modo corrido e pouco (ou nada) impactante.

Como pontos positivos, percebo que a história é narrada pela Marina e pelo Erik, os pontos de vista se alternam, às vezes, dentro do mesmo capítulo e uma das coisas que mais gostei na escrita da Christine M.  foi a capacidade que ela teve de dar personalidade a um e outro. Explico: eu conseguia perceber a diferença entre as falas, ações e pensamentos da Marina e do Erik; não foi como em Convergente que eu precisava lembrar o tempo todo sobre quem estava falando, se era Four ou Tris.

Além disso, forma de abordagem de Erik, suas falas e expressão de emoções, me lembraram Jane Austen e a ousadia e capacidade de apresentar homens falando (bem e de modo crível!) de seus sentimentos. Gostei muito do Erik vulnerável, com dúvidas, inseguro, mas dentro das característica do Erik que Christine M. havia nos mostrado.

Terminei de ler Enquanto a chuva caía ontem, por volta de 1 da manhã, porque eu não aguentei esperar o dia seguinte pela conclusão da história. Ficou a sensação gostosa e aconchegante de uma história romântica e muito bem escrita, redondinha

P.S: Pra quê, pra quê, minha gente, essa imagem de gente na capa?!

Um beijo e até mais!

*Este livro foi enviado como cortesia pela editora Novo Conceito, parceira do blog. As opiniões positivas ou negativas contidas nas resenhas refletem as minhas impressões, independentemente da forma de acesso (compra ou parceria) ao livro *

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