20 abril 2015

The Messengers #1.01Awakening

Olá pessoas!

Faz tempo que eu não venho aqui postar nada, nem mesmo uma imagem pra dizer que este blog ainda vive. Mas, apesar disso, ele vive. Como vocês sabem, tenho um link emocional com este espaço e ainda não tenho uma vontade real de me desfazer dele. Penso numa outra forma de utilização, já que hoje me divirto muito mais fazendo as resenhas de livros em vídeo. Uma das possibilidades é continuar falando de uma outra coisa que também gosto muito, além da literatura: séries de TV.



E eis que hoje eu vim falar de The Messengers, a nova série da CW, que estreou em 17 de abril de 2015, dirigida por Stephen Williams (LOST, Agent Carter, How to get away with murder) e roteirizada por por Eoghan O'Donell (Teen Wolf).


Havia muita propaganda, mas não parei pra olhar sobre o que se tratava, de fato; apesar disso,  série nova me faz, praticamente salivar. Então, eu tive que ver.


Fiz questão de não ler nenhuma sinopse antes de assistir, exatamente pra ver o que o piloto me informaria, além do próprio título.

Preciso dizer, antes de mais nada, que não entendi exatamente o plot e pausei o piloto 5 vezes para dar uma olhada nas atualizações do twitter. Haters dirão que eu fiz isso por causa da minha atenção, já costumeiramente fluida e fragmentada, potencializada pelo moderno fluxo de informações, mas eu não posso deixar de achar que "parar 5 vezes um episódio de 42 minutos" diz muito sobre a atratividade (ou a falta dela) da série.  Com Outlander, por exemplo, quando o piloto acabou eu fiquei chocada porque parecia que havia acabado de começar.

Vi muitas caras novas, pelo menos pra mim, reencontrei JD Pardo, da finada Revolution (que parece estar voltando na forma de Comic book digital pra dar um fechamento que a série não teve e merecia) e um carinha de Prison Break, cujo nome não lembro, mas cuja atuação não merece que eu vá ao google procurar. Ele está tão ruim aqui quanto era lá.

A série tem uma primeira cena chocante onde uma profissional de saúde sai do plantão com uma amiga e ambas comentam sobre o anel de noivado da primeira. Ela tem um mal estar, que define como mau pesságio e quase desmaia, para, logo depois, levar vários tiros. Pobre Rose

Corta.

Há uma passagem de tempo de 7 anos e começamos a ver uma sucessão de mini histórias: uma cientista, um agente de polícia, uma mãe solteira fugindo do ex-marido, um adolescente vítima de bullying, um pregador. Cada uma dessas pessoas tem sua vida e rede de relações brevemente mostradas e todas são atingidas por uma espécie de onda magnética gerada pela queda de um meteoro. Onde: Novo México! Onde mais?

Nessa hora eu já estava imaginando quantas séries caberiam em The Messengers e pensei em, pelo menos: Superman, Kylie X, Roswell, Arquivo XPoderia dizer que teria uma vibe meio LOST, não sei precisar bem porque, somada à breguice de Heroes? Talvez.

Ah, quase esqueci de dizer: essas pessoas morrem. E logo em seguida estão vivas novamente.

Ah 2: Tem o clichê dos militares tomando conta do lugar e encobrindo tudo? Claro

Enfim. Descobrimos quem são os Mensageiros, mas não exatamente para que eles servem nem porque foram os escolhidos (#Neofeelings). Sabe a tal cratera do meteorito? De dentro dela sai um homem nu (Superman...eu disse) que, ao que tudo indica, pode ser o diabo em pessoa. 

Ele não é nada apavorante, eu diria, mas vem determinado a dar cabo de Rose, a moça baleada na abertura e que está no hospital, em coma, há 7 anos. Para isso ele planeja usar as pessoas afetadas pela onda magnética.


Muita informação fragmentada, né? Também achei. Sei que "a compreensão efetiva só se dá a posteriori", mas a CW poderia ter dado umas dicas mais instigantes! 

Finalmente fui ler alguma sinopse que me desse um norte e justificasse ver, na próxima sexta o episódio 2. Diz ela que a série vai tratar do Apocalipse, da chegada dos Quatro Cavaleiros e, mais especificamente, da luta entre os anjos e o demônio, os primeiros querendo evitar que o segundo consiga promover o arrebatamento das almas.

Já vimos isso no brilhante episódio All Souls de Arquivo X e me fascina a ideia de que criaturas do bem e do mal caminhem entre nós, quase duelando silenciosamente por nossas almas imortais. 

Eu adoro essa história. Mesmo. E, apesar de achar que nenhuma série vai mostrar os cavaleiros do Apocalipse melhor do que Supernatural, tenho fé de que The Messengers ainda vai me fazer chegar aqui e dizer: valeu à pena ter continuado a ver!

É por essa fé e pelo uso bem sucedido da minha técnica, altamente embasada na ciência, de assistir, pelo menos, 3 episódios pra definir se vou continuar ou desistir que seguirei adiante e trarei notícias sobre The Messengers, que, nesse momento, não sei nem classificar como boa ou ruim.

Pontos positivos:

1. Amei a trama convergir para os lados do Texas (nem todo mundo mora lá, mas todos vão pra lá); tenho um amor infundado, sem noção e enorme por essa região;

2. A fotografia é bem bonita;

3. Os efeitos especiais são bem feitos.

Pontos negativos:

1. Um piloto que não fisga o espectador. Acho que esse é o ponto mais preocupante. Muita gente vai desistir logo aí. É como propaganda: se não não fisga a pessoa nos primeiros segundos....bye;

2. Não vi nenhum personagem de destaque ou com força pra carregar a série. É cedo, vcs podem dizer. Ok, mas não vi força em ninguém. Correção: vi sim. Na Amy. A garotinha tem as melhores cenas do piloto;

3. As atuações eu chamaria de medianas ou insossas, nenhum estrela ascendente;

4. Diálogos igualmente sem sal.


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