23 junho 2015

É uma verdade universalmente conhecida que sempre amarei dinossauros...

Sim, eu fui ver Jurassic World

Eu, essa pessoa que disse que não veria porque achava um absurdo ficarem desgastando numa morte horrível uma franquia que começou com um dos filmes mais lindos de todos os tempos.

Sempre que faço a afirmação acima, as pessoas me olham torto, num quê de dúvida se: 

1. ouviram corretamente e eu classifiquei um filme sobre dinossauros como um dos mais bonitos da vida ou: 

2. se meu gosto cinematográfico é ruim assim mesmo.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que Jurassic Park não é sobre dinossauros.

Jurassic Park é sobre sonhos. Sobre ciência. Sobre humanidade. Sobre brincar de Deus. Sobre instinto, evolução, inteligência, adaptação.

Acima de tudo isso, Jurassic Park (Lost World e agora Jurassic World) é sobre a nossa completa falta de humildade em reconhecer que somos nada mais que uma partícula de poeira cósmica.

Como eu disse, hoje eu fui ver Jurassic Park. Ops, Jurassic World. Me perdoem a (forçada) confusão, mas, de fato, me peguei muitas vezes trocando os nomes. Afinal, a história é basicamente a mesma, só que com mais dentes (#piadainfamepraquemviuofilme). 

Queria, sinceramente, que encerrassem a franquia por aí, mas, ao mesmo tempo, também queria ouvir mais uma vez a trilha tocante de John Williams como pano de fundo para um sobrevôo por uma ilha paradisíaca povoada por criaturas de milhões de anos. Ver as referências ao primeiro filme, uma cena em especial, mas que não contarei porque seria spoiler, me emocionou sinceramente.

Impossível não se sentir melancólico diante da analogia bem clara entre os shows de parques temáticos reais e zoológicos e os animais-atrações de Jurassic World. Impossível não sentir raiva da forma como os "itens" são classificados como assassinos frios, calculistas e cruéis. Durante o questionamento sobre que tipo de DNA foi usado na criação do Indominus, eu juro pra vocês que achei que havia sido DNA humano. Só isso explicaria tamanha voracidade em matar. Acho que teria sido mais justo, coerente e verossímil justificar com nossa natureza violenta a ação do animal.

Enfim, se houver mais filmes, certamente voltarei a assistir. Jurassic Park me ganhou naquele inseto no âmbar. Por mais que eu saiba e os filmes reforcem a ideia de que um parque temático daquela natureza seria uma ideia completamente imbecil, todas as vezes que o filme termina e o parque se fecha, minha criança interior, aquela que sempre sonhou e ainda sonha em ser paleontóloga, sai do cinema pensando no quão emocionante seria tocar um brontossauro ou ver um ovo chocar.

E, bem lá no fundo, guarda a tristeza (insana e incoerente com o que acabei de dizer, eu sei!) de que um parque desses nunca vá existir.

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P.S: Ok. Já sei de tudo. Incluir Cris Pratt numa franquia com alto potecial de derreter meu coração, mas sem personagens fixos, foi uma artimanha maliciosa, diria mais, uma conspiração pra fazer meu coração aceitar esse moço como o novo como Indiana Jones. Eu sei. Podem chamar de construção delirante, mas...eles vêem tudo.

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