06 agosto 2016

Um ano e 2 meses sem escrever aqui e, mesmo esse post não é o anúncio de um retorno, mas, tão somente uma vontade de compartilhar uma leitura linda que acabei de concluir. Comentei na newsletter que agora mantenho e me deu vontade de reproduzir o comentário aqui.






Aviso logo que esse livro é de uma tristeza sem fim, daqueles textos em que as lágrimas correm sem freio e você termina com o coração do tamanho de uma ervilha, mas, ao mesmo tempo, emocionada de ter lido uma coisa tão bonita, tão tocante, tão forte, tão viva. Literatura portuguesa, né, minha gente, naquele naipe de amor infinito como filmes franceses e argentinos. Acho, inclusive, que é uma excelente leitura pra quem trabalha na área de saúde, especialmente UTI, cuidados paliativos etc. 


A história traz Susana, grávida, que sofre um AVC e entra em coma. Tem um filho de menos de 2 anos e um marido que não aceita sua morte em vida. Eu diria que o livro é um diário de Francisco, de maio a outubro, mas também poderia dizer que é um soco no estômago, uma rasteira, um susto, uma angústia e uma lição sobre as variadas, possíveis e impossíveis, formas de amor.



Ah, o autor é esse moço 





que, além de escrever lidamente, tem a impáfia de ser uma graça...rs.

É isso. Qualquer dia eu volto.

Nayara.

Nenhum comentário: